O Comando-geral da Polícia da República de Moçambique, anunciou que pelo menos 55 pessoas morreram e outras 111 contraíram ferimentos entre graves e ligeiros como resultado da violência relativa ao atrofiamento de órgãos genitais masculinos, que tomou Moçambique sobretudo desde Abril.
Falando para jornalistas esta terça-feira, 12 de Maio, o Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, disse que desde que a violência eclodiu a corporação registou ainda a detenção de 149 pessoas num total de 132 casos actuados pela PRM ao nível nacional.
Joaquim Sive explicou que a polícia está no terreno a desencorajar os actos e na identificação dos promotores do boato. Desde o segundo trimestre de 2026 uma onda de violência tomou Moçambique como resultados daquilo que o governo considera de ‘boato’ sobre alegado atrofiamento de órgãos genitais masculinos. Em algumas comunidades acredita-se na presença de indivíduos com poderes para a partir de um toque da mão provocar o encolhimento imediato do órgão genital.
Por ocasião do Dia do Enfermeiro, que se assinala esta terça-feira 12 de Maio, as autoridades governamentais referiram que só na província de Tete foram reportados 29 casos, que resultaram em 4 mortes, 12 feridos e 31 pessoas detidas, segundo Domingos Viola, Governador da província, falando aos enfermeiros.
Zambézia Marinho Muchanga 14 óbitos, 34 detidos 27 processos falava por ocasião da semana da polícia.
Na Zambézia e falando por ocasião da Semana da Polícia, o Comandante Provincial, Marinho Muchanga disse que a província registou 14 óbitos, 34 detidos, 24 processos em curso.
A violência sobre o atrofiamento de partes genitais masculinas em Moçambique regista-se nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Niassa, Manica, Gaza e Inhambane.





