Novos Preços do Chapa em Pemba Quando Transportadores Interprovinciais Denunciam Exclusão no Subsídio

Na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, o Presidente do Município de Pemba, Satar Abdulgani, decidiu de forma unilateral autorizar a subida dos preços do transporte semicolectivo de passageiros na cidade, na sequência do agravamento dos preços dos combustíveis, o gasóleo em 45% e a gasolina em 12%, a partir de 7 de Maio em todo Moçambique.

A decisão municipal foi tomada após um encontro entre Satar Abdulgani e os operadores locais do sector dos transportes, mas as tarifas dos transportes são definidos por lei ao nível central. Algumas fontes consideram que o preço do chapa em Moçambique é uma questão política. Na capital as tarifas formalmente permanecem intactas, apresar da situação de sufoco em que se encontram os cerca de 3 mil operadores registados, parte dos quais considerados ‘ilegais’.

O acordo entre as partes em Cabo Delgado deve ser temporário na medida em que foi alcançado antes das conclusões do encontro havido sexta-feira em Maputo, entre o Ministério dos Transportes e Logística e a Federação das Associações dos Transportadores, Fematro. Em Maputo ficou decidido o subsídio mensal do governo para todos os transportadores urbanos licenciados, incluindo transportadores de Pemba. Este fim-de-semana em Pemba continuam a ser cobradas as seguintes tarifas decididas entre o presidente municipal e os operadores:

Emulação–Praia e Emulação–Muxara: 20 meticais

Emulação–Chuiba e Emulação–Maringanha: 30 meticais.

Enquanto isso, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou a entrega de cerca de 200 autocarros apenas para a região metropolitana em Maputo, a capital do país. Os transportadores dos segmentos de carga, interprovinciais e também entre distritos, aparentemente estão excluídos dos subsídios anunciados pelo governo de Chapo. Alguns transportadores licenciados não estão confortáveis com a Fematro alegando um histórico polémico na gestão dos subsídios.

O governo ainda não se explicou em relação a exclusão dos restantes segmentos do sector do transporte no acesso ao subsídio anunciado em Maputo.

Por outro lado, e apesar do anúncio sobre os novos preços dos combustíveis, o acesso ao diesel (gasóleo) e a gasolina continua seriamente deficiente em todo o país, principalmente em Maputo, onde automobilistas continuam a pernoitar nas bombas em longas filas para conseguir até um máximo de 30 litros. Analistas de aspectos sobre a economia nacional e alguns sectores da oposição política dizem que o governo de Daniel Chapo não está a conseguir impor-se aos cartéis que controlam o circuito do combustível em Moçambique.

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