Governo dos EUA Monta o Radar Sobre as Terras Raras no Norte de Moçambique

A imprensa internacional escreve que a empresa mineira Altona identificou uma concentração significativa de terras raras pesadas no minério de fluorite e gálio no Monte Muambe, um vulcão inactivo no norte de Moçambique.

As análises realizadas indicam cerca de 3.200 partes por milhão de óxidos totais de terras raras, das quais aproximadamente 1.300 partes correspondem a terras raras pesadas, sendo um rácio de cerca de 40%.

A Altona Rare Earths refere que as concentrações agora identificadas no minério de fluorite e gálio são comparáveis às registadas no projecto Lofdal, na Namíbia, um dos mais relevantes projectos de terras raras pesadas fora da Ásia.

As terras raras pesadas, como o disprósio, o térbio e o ítrio, são consideradas minerais críticos devido ao seu uso em tecnologias avançadas, incluindo ímanes de alto desempenho, electrónica, dispositivos médicos e aplicações militares, sendo a produção mundial fortemente concentrada na China.

A Altona afirma que a sua presença abre a possibilidade de desenvolvimento de um subproduto de elevado valor, a par do gálio, no âmbito do projecto de fluorite de Monte Muambe.

O Governo norte-americano assinou em 27 de Fevereiro, em Maputo, uma subvenção de 1,875 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) para estudar a viabilidade de extracção de terras raras em Tete, Moçambique, considerando-a vital para os interesses dos EUA.

Trata-se de um projecto da Monte Muambe Mining (MMM), num vulcão inactivo naquela zona do centro de Moçambique, em que a multinacional Altona Rare Earths já investiu desde 2021 quatro milhões de dólares (3,4 milhões de euros.

Refira-se que o Governo dos Estados Unidos da América acaba de agravar as barreiras proibitivas para o acesso dos moçambicanos aos EUA com a introdução de taxas milionárias entre outros entraves administrativos.

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