No Primeiro Trimestre de 2026 a Inflação Acumulada Situou-se em 2,16% e (0,22%) em Março – Diz o INE

O boletim sobre o Índice do Preço ao Consumidor do Instituto Nacional de Estatística, INE, refere que os dados recolhidos em Março findo, nas cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 0,22%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir com cerca de 0,11 pontos percentuais (pp) positivos.

Analisando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços do tomate (5,0%), de refeições completas em restaurantes (0,7%), de veículos automóveis ligeiros novos (6,4%), do carvão vegetal (2,2%), da cebola (4,1%), da couve (2,2%) e de motorizadas (1,8%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,22pp positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o cimento (2,0%), o coco (4,2%), a farinha de milho (1,0%), a galinha viva (1,2%), o feijão manteiga (0,8%), o milho em grão (2,0%) e os telemóveis (0,7%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,12pp negativos no total da variação mensal.

Durante o primeiro trimestre do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 2,16%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 1,42pp e 0,28pp positivos, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do tomate, do carvão vegetal, da couve, do carapau, da alface, do coco e do peixe seco. Estes comparticiparam com cerca de 1,26pp positivos no total da variação acumulada.

Comparativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 3,37%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 6,20% e 5,30%, respectivamente.

Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, nota-se que em Março findo, somente a Cidade de Xai-Xai, registou uma queda de preços com cerca de 0,73%. Entretanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade da Beira com 0,34%, seguida da Cidade de Tete com 0,33%, da Cidade de Chimoio com 0,31%, da Cidade de Maputo com 0,30%, da Cidade de Nampula com 0,26%, da Província de Inhambane com 0,17% e da Cidade de Quelimane com 0,06%.

Desagregando a variação acumulada, verifica-se que durante o primeiro trimestre do ano em curso, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Xai-Xai com cerca de 6,50%, seguida da Província de Inhambane com 3,42%, da Cidade de Chimoio com 2,99%, da Cidade da Beira com 2,18%, da Cidade de Maputo com 2,12%, da Cidade de Nampula com 1,38%, da Cidade de Tete com 1,30% e da Cidade de Quelimane com 0,78%.

Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Xai-Xai registou o maior aumento de preços com cerca de 6,92%, seguida da Cidade de Tete com 5,76%, da Cidade de Chimoio com 5,38%, da Cidade de Quelimane com 4,54%, da Província de Inhambane com 3,85%, da Cidade da Beira com 3,30%, da Cidade de Maputo com 1,89% e da Cidade de Nampula com 1,05%.

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