Desde o seu lançamento, em Dezembro de 2023, o Ready for Art, já apoiou mais de 42 jovens artistas moçambicanos na transformação do seu talento em percurso profissional sustentável, dentro e fora do País.
Os resultados começam a ganhar dimensão internacional. Actualmente, dois artistas encontram-se em Portugal a consolidar o seu percurso: Chris Inácio, que realizou a sua primeira exposição e prepara agora uma segunda mostra colectiva, e Adecoal, vencedor do Prémio Mozal na categoria de Design, que lançou recentemente a sua própria colecção de roupa.
Cristóvão Júnior frequenta uma formação artística na Etiópia e participará brevemente numa exposição colectiva em Portugal. Já Mossina Gahnesh apresentou o seu trabalho no Dubai, a convite da ONU Mulheres, reforçando a projecção internacional da nova geração criativa moçambicana.
No panorama nacional, os artistas do programa têm-se destacado em diferentes frentes. Maria Chale venceu o Prémio Mozal na categoria de Artes Plásticas, assinou a capa de um livro de Mia Couto com uma obra anteriormente exibida nas Montras Premier e participou no concurso para a nova colecção de chinelos da Ipanema. Mozilene conquistou o primeiro lugar no concurso de reciclagem Ebas. Elvis Jacundo foi nomeado na categoria de Cinema no concurso da Mozal.
O empreendedorismo artístico também tem ganho expressão. Vasco Mahumane e Amarildo Rungo lançaram marcas próprias de roupa. Guimarães está a criar um centro cultural de promoção de artes em Nampula. Shelzia, artista de Pemba, integra actualmente a World Vision como fotógrafa residente.
Ao nível da intervenção comunitária e da arte pública, vários participantes estiveram envolvidos na pintura de séries de murais em Chimoio, Nampula, Nacala e no âmbito do projecto Beira Street Art. Mamuarte dinamiza iniciativas artísticas para crianças em escolas de Lugela, na província da Zambézia, tendo sido reconhecido pelo Governo local pelo seu contributo na promoção das artes.
Para os próprios artistas, o programa representa um ponto de viragem na profissionalização do seu trabalho. “Aprendi competências valiosas, conectei-me com pessoas inspiradoras e ganhei confiança para continuar a explorar a minha expressão criativa. Para muitos de nós, o Ready for Art foi o momento em que passámos a olhar para a arte como um caminho profissional possível, estruturado e com futuro”, afirma Mateus Sithole, artista plástico e curador do programa, em representação dos jovens criadores impactados pela iniciativa.
O Ready for Art foi concebido para impulsionar o crescimento artístico, interpessoal e empresarial dos participantes, promovendo maior sustentabilidade nas indústrias criativas e contribuindo para o alinhamento da produção cultural moçambicana com o mercado internacional.





