Um grupo de cidadãos de nacionalidade nigeriana manifestou-se esta terça-feira, 11 de Março, de fronte do edifício onde funciona o Alto Comissariado da Nigéria em Moçambique exigindo explicações sobre a detenção de 42 cidadãos nigerianos vendedores pelas autoridades da justiça em Maputo.
O grupo de 42 nigeriano foi detido na semana passada durante uma operação realizada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, Sernic, tendente a recuperação de acessórios de viaturas alegadamente roubados para posterior venda no mercado Estrela em Maputo.
O grupo de cidadãos nigerianos que desde esta manha está acampando defronte do edifício onde funciona o Alto Comissariado do seu país em Maputo exige a libertação imediata dos detidos alegadamente porque são inocentes no crime em que são acusados. Uma senhora em estado de gestação que falou com camaramen, explicou que no acto de detenção a polícia não deu espaço para o marido se explicar e também não lhe foi exigido qualquer comprovativo sobre a legalidade do se negocio e proveniência da mercadoria comercializada pelo marido. Ela também negou que o seu marido detido e já na cadeia do Lígamo na Matola esteve envolvido no negocio de peças sobretudo de viaturas roubadas.
A detenção destes nigerianos em Maputo está a gerar um mal-estar diplomático entre Nigéria e Moçambique.
O Sernic diz que os 42 nigerianos foram detidos no decurso de uma operação de fiscalização que não visou apenas estabelecimentos operados por cidadãos estrangeiros, pois incluiu também lojas e outras estâncias do sector comercial que operam no mercado estrela. Algumas fontes falam de actos xenófobos.
Para alem de problemas na legalidade da mercadoria, para o Sernic os nigerianos detidos apresentam irregularidades não só sobre o negocio que realizam como também sobre a sua situação legal para residir e trabalhar em um estado estrangeiro de direito.





