PRM Impede Venâncio Mondlane de Realizar Conferência de Imprensa Defronte ao Gabinete do Primeiro-ministro

A Polícia da República de Moçambique, PRM impediu hoje a realização de uma conferência de imprensa de Venâncio Mondlane, Presidente do partido Anamola, directo adversário político da Frelimo, actual partido no poder em Moçambique.

A conferência de imprensa convocada pelo Presidente do recém-lançado partido político Anamola, estava marcada para hoje, quarta-feira, 04 de Fevereiro, às 14h30, em frente ao Gabinete do Primeiro-Ministro em Maputo.

Na hora e no local a PRM impediu o político de se dirigir aos órgãos de comunicação social presentes alegando que o Gabinete do Primeiro-Ministro era uma instituição de soberania por isso era proibido realizar eventos como o que Venâncio e Anamola pretendiam levar a cabo.

A conferência de imprensa de Venâncio Mondlane e Anamola banida pela polícia tinha sido inicialmente convocada para ter lugar logo após a submissão formal do Plano de Reconstrução Pós-Cheias, documento que consubstancia a proposta do partido de Venâncio para a recuperação das zonas afectadas e o apoio às populações vítimas das cheias.

Venâncio Mondlane tentou no local convencer a polícia de que o gabinete do Primeiro Ministro não era, nos termos da lei, uma instituição de soberania, mas a PRM, fortemente mobilizada, ignorou por completo as explicações do político, que defende que o actual poder em Moçambique tem estado a usar a PRM como instrumento para viabilizar fins de natureza política.

O momento de cheias e inundações que o país vive tem sido aproveitado sobretudo pelos principais actores políticos como palco para ‘vender peixe’ com acções de natureza política ante o sofrimento de milhares de cidadãos. Cerca de uma centena e meia de pessoas já morreram e outras 779, 528 estão desalojadas e na situação de afectadas pelas cheias em Moçambique, e Maputo continua sem ligação, – pela principal rodovia, com o resto do país devido ao corte da estrada nacional numero 1 na província de Gaza.

Entretanto é frequente o registo de acto de boicote pela polícia das actividades políticas de Venâncio Mondlane, sobretudo desde as violentas manifestações que se seguiram as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 quando e que culminaram com a tomada de posse do Presidente Daniel Francisco Chapo e o seu partido a Frelimo.

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