Daniel Chapo e a Assembleia da República Como Pólo de Convergência Democrática do Veterano Carlos Siliya

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou dia 5 de Dezembro, que o livro “Assembleia da República: Centro de Convergência Democrática”, da autoria de Carlos Jorge Siliya, constitui um testemunho fundamental sobre a construção da democracia moçambicana, destacando o papel do Parlamento como espaço de diálogo, unidade e representação plural. O Chefe do Estado falava em Maputo, durante o lançamento da obra escrita por Carlos Jorge Siliya, antigo deputado da Assembleia da República e actual Secretário-Geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN). O livro resulta de quinze anos de experiência parlamentar do autor, abrangendo a quinta, sexta e sétima legislaturas, com destaque para o trabalho desenvolvido na Comissão de Petições. Na sua intervenção, o Presidente Chapo sublinhou que a obra ultrapassa o registo bibliográfico tradicional, apresentando “o testemunho de alguém que viveu intensamente uma das mais importantes fases da nossa história colectiva, a fase de transição do sistema monopartidário para a democracia multipartidária, que foi liderada pelo camarada Presidente Joaquim Alberto Chissano”. O estadista moçambicano destacou o facto de o livro revisitar o período pós-Acordo Geral de Paz e contribuir para compreender como “foi possível juntar na mesma sala irmãos moçambicanos que se combatiam de armas na mão”. Acrescentou que, através da escrita, “camarada Siliya faz-nos compreender o valor e o significado do interesse nacional”.

Ademais, salientou ainda que a obra evidencia o papel do deputado como verdadeiro representante do povo, enfatizando que o livro “expõe o aspecto essencial do papel do deputado da Assembleia da República, aquele que é verdadeiro e verdadeiramente o digno representante do povo, aquele que vive a realidade das comunidades”. Para o Chefe do Estado, o valor histórico do livro reside também na reflexão sobre a legitimidade e representatividade parlamentar. Observou que Siliya discute “a capacidade de legitimidade do deputado ser um verdadeiro representante e porta-voz do povo no seu círculo eleitoral e no país inteiro”.

O governante afirmou que o lançamento ocorre num momento oportuno, marcado pelo Diálogo Nacional Inclusivo, no qual os moçambicanos são chamados a contribuir para a construção do país. “Chega de guerras, chega de derramamento de sangue, chega de manifestações violentas, chega de confusão”. Associando-se ao autor, o estadista destacou a mensagem central da obra sobre a importância do diálogo como factor de unidade e coesão nacional. “Não há nenhum país no mundo que desenvolve sem paz e segurança”, afirmou, felicitando Siliya pela contribuição para a memória institucional do país. Dirigindo-se às novas gerações, o Presidente da República afirmou que o livro constitui um legado essencial para compreender a convivência democrática após o conflito armado. Encorajou o autor a continuar a publicar, sublinhando que a sua trajectória política é “um património de todos os moçambicanos” e que a obra agora lançada é “de referência obrigatória sobre a história da nossa Assembleia da República e a história do nosso país”. (GI)

 

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