Presidente da Guiné-bissau, Umar Embolo, foi detido por volta das 12 horas desta quarta-feira, 26 de Novembro no seu escritório na Casa do Estado na capital Bissau. A detenção do Chefe de Estado acontece depois de ele ter proibido a sua principal oposição e se ter declarado vencedor de uma eleição realizada no passado dia 23 de deste mês.
Algumas entidades do país, incluindo Umaro Sissoco Embaló dizem estar a ser vítima de um golpe Estado. Para além do presidente Umar Embalo, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, vice-Chefe do Estado-Maior e ministro guineense do Interior também terão sido capturados. Os Militares dizem ter assumido “controlo total” do país e mandaram encerrar as fronteiras, as entidades do estado até novas ordens.
As fontes na Guiné-bissau dizem ainda que tiros de armas ligeiras e de guerra foram ouvidos ao início da tarde no centro de Bissau, capital da Guiné-Bissau, nomeadamente junto ao palácio presidencial. Sissoco Embaló afirma que foi detido por volta do meio-dia, enquanto estava no seu gabinete no palácio presidencial.
Agências revelam, igualmente que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntan, o vice-Chefe do Estado-Maior, General Mamadou Touré, e o ministro guineense do Interior, Botché Candé, também foram detidos na mesma operação militar.
Segundo a France24, os militares da Guiné-Bissau declaram ter assumido o “controlo total” do país.
Os incidentes tem lugar numa altura em que a Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo, 23 de Novembro, nas quais os principais candidatos nomeadamente Sissoco Embaló e o líder da oposição, Fernando Dias reivindicaram a vitória.
Entretanto, dados oficiais indicam que desde a independência, em 1974, a Guiné-Bissau já testemunhou quatro golpes de Estado e 17 tentativas de golpe falhadas.
Por outro lado, as diferentes missões de observadores internacionais que acompanharam o processo e a votação dos guineenses, para a escolha do novo Presidente da República e dos deputados da Assembleia Nacional Popular, apresentaram, na capital Bissau, as suas declarações preliminares sobre o processo eleitoral.
As missões de observação eleitoral da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana (UA) já apresentaram os seus relatórios.





