O recém-criado partido Anamola, liderado por Venâncio Mondlane, convocou uma conferência de imprensa esta segunda-feira, 6 de Outubro, para manifestar o descontentamento pela sua exclusão do processo de diálogo político em curso desencadeado pelo estado tendo em vista a pacificação política nacional.
Na conferência de imprensa, o porta-voz do partido, Dinis Tivane, reiterou que a comissão que dirige o diálogo recusa-se a responder a manifestação de interesse do partido Anamola para participar no diálogo. “Continuam sem responder à carta que Venâncio Mondlane mandou para o Presidente Daniel Chapo e todos partidos políticos que integram a Comissão do Diálogo Nacional Inclusivo a pedir sua inclusão” disse Dinis Tivane.
Para o Anamola, Venâncio Mondlane deve participar no diálogo nacional inclusivo porque Ossufo Momade e Lutero Simango presidentes dos partidos Renamo e MDM respectivamente, que não tiveram nem 10% dos votos obtidos por Mondlane estão contemplados, e, por isso, não se explica que o presidente Venâncio do Anamola seja excluído, sendo o 2º candidato Mais Votado nas sétimas eleições de Outubro de 2024.
Para o partido Anamola, o processo de Diálogo, programado para decorrer em 4 fases, uma delas envolvendo discussões das propostas da auscultação e, se Venâncio Mondllane “representa mais de 50% dos votantes, é ele e sua equipa quem deve estar para defender as ideias de melhoria da Constituição, das Leis Eleitorais e afins na discussão” explicou Dinis Tivane na conferencia de imprensa e nas suas paginas das redes sociais.
Entretanto, garante Dinis Tivane, já que o governo recusa a inclusão do seu partido é muito estranho também que os partidos da oposição não façam força para que Venâncio Mondlane e Anamola estejam incluídos no processo governamental do diálogo por isso “faremos uma auscultação paralela e submeteremos ao COTE nos prazos fixados, os resultados dessa interacção com o Povo” refere Tivane.
Partido diz já tem um documentos seu com propostas concretas como a introdução do voto electrónico, que se adoptado poderá contribuir para eliminação de fraudes eleitorais, desconfiança e protestos pós-eleitorais.





