O Banco de Moçambique convocou para esta tarde os órgãos de comunicação para a cobertura de uma Conferência de Imprensa, na qual o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, irá anunciar as decisões do Comité de Política Monetária (CPMO).
Inicialmente foi anunciado que na sua intervenção, o Governador iria igualmente prestar informação sobre a recente avaliação relativa à estabilidade do sistema financeiro, pelo Comité de Estabilidade e Inclusão Financeira (CEIF) do Banco de Moçambique, mas ao meio da tarde o BM recuou e informou que Zandamela irá se pronunciar exclusivamente as decisões do Comité de Política Monetária, pelo que, não incluirá informação relativa à estabilidade do sistema financeiro.
A 31 de Julho findo, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, de 11,00% para10,25% decorrente, essencialmente, da contínua consolidação das perspectivas da inflação em um dígito, no médio prazo, reflectindo, em parte, a tendência favorável dos preços internacionais de mercadorias, não obstante a manutenção, a nível doméstico, de elevados riscos e incertezas associados às projecções.
As perspectivas da inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo. Em Junho de 2025, a inflação anual fixou-se em4,2 %, após 4,0 % em Maio. A inflação subjacente, que exclui frutas e vegetais e bens com preços administrados, aumentou ligeiramente. A manutenção das perspectivas da inflação em um dígito, no médio prazo, reflecte, essencialmente, a estabilidade do Metical e a tendência de manutenção dos preços internacionais de mercadorias. Para o médio prazo, excluindo o gás natural liquefeito (GNL), perspectiva-se um crescimento económico moderado. No primeiro trimestre de 2025, estima-se que, excluindo o GNL, o produto interno bruto (PIB) tenha contraído 4,9%, após4,1% no trimestre anterior. Quando incluído o GNL, o PIB contraiu 3,9 %, após 5,7%no trimestre anterior. No médio prazo, antevê-se uma recuperação gradual da actividade económica, excluindo a produção do GNL, favorecida, em parte, pela redução das taxas de juro e pelas perspectivas de implementação de projectos em áreas estratégicas.
A pressão sobre o endividamento público interno continua a agravar-se. A dívida interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 454,3mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 38,7mil milhões em relação a Dezembro de 2024.
A conferência de imprensa de hoje, 29 de Setembro, pelas 15h15, tem lugar no 18º. Piso do seu Edifício Silo-Auto da sede do Banco de Moçambique em Maputo.





