A Cidade da Beira, capital provincial de Sofala, acolheu, sexta-feira, 5 de Setembro de 2025, uma reunião de Auscultação Pública sobre o Projecto de Criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), uma iniciativa do governo do Presidente Daniel Chapo, considerada de enorme relevância para o futuro económico e social do país.
O Projecto de Criação do BDM visa contribuir para a transformação estrutural da economia e criação de alicerces para a independência económica prevista na Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025-2044).
No discurso de abertura, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, disse que a presente sessão que decorre na Província de Sofala marca o lançamento do processo de auscultação pública a nível nacional obedecendo um calendário que abarca todas as províncias do país, tendo como base uma nota conceptual e projecto de lei que se espera que sejam aprimorados com base nas valiosas reflexões e contribuições da actual sessão.
“Vivemos num momento em que os desafios do desenvolvimento exigem soluções inovadoras e mecanismos financeiros robustos, capazes de impulsionar sectores estratégicos da nossa economia, gerar emprego, promover a inclusão social e acelerar a transformação estrutural do país”, enfatizou a dirigente.
A titular do pelouro das finanças, informou ainda que Moçambique enfrenta desafios estruturantes em áreas estratégicas como agricultura, saúde, educação, indústria, infraestruturas, e nas tecnologias de informação e comunicação, o que manifestamente retarda o seu desenvolvimento e demanda do Estado, medidas de política mais arrojadas.
Para o Governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, a auscultação acontece no momento em que são visíveis os esforços envidados pelo Chefe do Estado, Daniel Chapo, para a transformação da economia por via da promoção dos sectores prioritários, fortalecendo o ecossistema financeiro com objectivo sustentável da nação moçambicana.
Por sua vez, o Secretário de Estado da Província de Sofala, Manuel Rodrigues, disse que a iniciativa reveste-se de especial importância para a província e para todo o país, num momento em que busca-se acelerar a industrialização, dinamizar o tecido empresarial nacional, reduzir assimetrias regionais e garantir uma inclusão financeira mais ampla e sustentável.
Com o surgimento do BDM, alguns sectores da banca conjuntura um futuro sombrio do BNI, um banco do estado que, aparentemente, nunca conseguiu impor-se no mercado e responder as exigências financeiras da economia nacional.





