Outros Recados da Missão do FMI Sobre a Gestão das Contas Governamentais em Moçambique

A equipa técnica do Fundo Monetário Internacional, FMI, liderada pelo Pablo Lopez Murphy, que esteve em Maputo entre os dias 20 e 29 de Agosto findo terminou a sua missão com recomendações sobre as melhores praticas de gestão macroeconómica para Moçambique tendo em vista a melhoria dos mecanismos de arrecadação de receitas estabilidade da balança de pagamentos.

No seu comunicado sobre o final da Missão do FMI, o governo moçambicano diz que acolheu com espírito positivo as recomendações apresentadas em especial no que respeita a consolidação fiscal á promoção da estabilidade monetária e cambial, ao fortalecimento do sector financeiro e á necessidade de avançar com reformas estruturais que impulsionem a diversificação económica, a boa governação e a transparência.

Em Moçambique a equipa esteve para analisar o desempenho governamental macro económico do l semestre de 2025 e as projecções sobre as necessidades de financiamento no IV trimestre do mesmo ano.

A equipa e as autoridades moçambicanas dizem que mantiveram um diálogo aberto e construtivo que permitiu uma reflexão em comum sobre os desafios conjunturais que permanecem no caminho do desenvolvimento económico e sustentável. O FMI tem sido acusado de ingerência nas finanças estaduais e imposição de regras e políticas aos países que se abrem, enquanto o governo de Moçambique apresenta fragilidades na capacidade de gestão de finanças públicas e um histórico de corrupção e problemas na transparência.

O governo reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade fiscal e a recuperação económica, promovendo uma gestão responsável e transparente das finanças públicas. As discussões entre as partes vão continuar nos próximos meses no âmbito da negociação de um novo Programa designado Programa de facilidade Credito Alargado.

O Conselho de Ministros no dia 12 de Agosto, na sua 28.ª sessão anunciou o balanço do Plano económico e social que revela que dos 231 indicadores do PESOE de 2025 avaliados no I Semestre, 134 (58%) alcançaram a meta, 56 (24%) alcançaram parcialmente e 41 (18%) não cumpriram a meta semestral.

A execução da receita do Estado foi de 171.801,4 milhões de meticais, correspondendo a 44,5% da previsão anual contra 44%, registada em igual período de 2024.

Segundo o governo, a despesa realizada foi no montante de 213.432,5 milhões de meticais, representando 41,6% da meta anual, contra 226.520,4 milhões de meticais do período homólogo (39.9%) representando um decréscimo real de 8,6%.

No I Semestre de 2025 o foi (PIB de – 3.9%), em decorrência das manifestações violentas pós-eleitorais, focos de terrorismo em alguns distritos na Província de Cabo Delgado, a ocorrência dos Ciclones Dikeledi e Jude e os efeitos dos conflitos no Leste europeu e no médio Oriente. Porém, o País registou melhoria na estabilidade macro-económica e política, criou linhas de financiamento para o sector produtivo e orientou acções governativas para o bem-estar da população e a recuperação da economia

 

Impossível copiar o conteúdo desta página