Secretário-geral Procura ‘Devolver’ a Frelimo aos ‘Gazences’

Em Gaza: Chakil Aboobacar defende compromisso inabalável com o povo e reforça liderança do Presidente Chapo

O Secretário-Geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, proferiu, neste Sábado, 2 de Agosto, no distrito de Mandlakazi, um vigoroso apelo à disciplina partidária, à responsabilidade política e à fidelidade ao compromisso assumido com o povo moçambicano.

Este pronunciamento marcou o início da sua visita de trabalho à província de Gaza, que se prolongará até a próxima terça-feira, 5 de Agosto.

“O compromisso com o povo não se negoceia. O nosso povo confiou em nós. O nosso povo acredita que só a Frelimo possui a capacidade histórica, política e moral para resolver os seus problemas”, afirmou de forma firme, dirigindo-se aos militantes, simpatizantes e dirigentes locais.

O Secretário-Geral deixou claro que não há espaço para hesitações nem para fraquezas no seio do Partido. “Aquele que não estiver em condições, aquele que não possuir as capacidades exigidas pelo momento político que vivemos, deve apresentar-se. A Frelimo é um Partido forjado na luta, com quadros à altura dos grandes desafios da Nação”, asseverou Aboobacar.

Sublinhou, com ênfase, que o Presidente da Frelimo e Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, tem pressa em transformar o Distrito, a Província e o País. “Não há tempo a perder. Escolhemos quadros que consideramos preparados para apoiar, com lealdade e competência, o Presidente Chapo na nobre missão de servir o nosso povo e acelerar o desenvolvimento.”

O Secretário-Geral da Frelimo encerrou a sua intervenção recordando o papel histórico da província de Gaza, berço do Arquitecto da Unidade Nacional, Eduardo Mondlane, sublinhando que a mesma deve continuar a ser o “quilómetro zero” da coesão nacional.

“Gaza deve permanecer firme como terra de unidade, de patriotismo e de entrega total à causa do povo moçambicano”, referiu.

No entanto, a província de Gaza ressente-se dos impactos negativos das manifestações violentas que se seguiram as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas no país a 9 de Outubro de 2024 e que o Presidente Daniel Francisco Chapo foi declarado vencedor pelo Conselho Constitucional. O segundo mais votado candidato reclamou fraude e desencadeou uma onda de tumultos que resultaram na destruição e no recuo económico e social. A crise resultou em impactos severos sobre a estrutura política naquela província do sul de Moçambique, onde durante anos o partido no poder domina, mas também a sua imagem e confiança localmente terá quedado com destruições populares da infraestrutura partidária na capital provincial e igualmente em alguns centros distritais.

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