O Director-geral do Serviço Nacional de Migração, Senami, justificou esta segunda-feira, 21 de Julho, a recusa de entrada no país a três humoristas, incluindo o angolano Gilmário Vemba, aparentemente por o terem tentado fazer com visto de turismo, quando pretendiam realizar um espectáculo, uma actividade de âmbito cultural.
Zeinadine Danane, explicou que os artistas viajaram para Moçambique sem obedecer aos critérios legalmente estabelecidos para a actividade que pretendiam realizar, nomeadamente dar um espectáculo, que é uma actividade cultural.
Falando a jornalistas à margem de um evento de celebração dos 50 anos do Senami, em Maputo, o director do Senami acrescentou que o trio de artistas barrado de entrar para actuar em Moçambique, integrava, além do angolano Gilmário Vemba, também o português Hugo Sousa, o brasileiro Murilo Couto e um produtor português de espectáculos.
Gilmario Vemba vinha com o grupo ‘Tons de Comédia’ para um show de comédia marcado para o centro culural Moçambique China em Maputo.
A Migração em Moçambique esclarece que o trio de artistas humoristas chegou no domingo, 20 de Julho, com a intenção de entrar no país com visto de turismo, emitido na fronteira após avaliação dos agentes de migração, conforme prevê desde 2023 a legislação moçambicana, mas esse visto exclui entradas para actividades remuneradas, conforme diz ter sido detectado na verificação do Senami.
Enquanto isso, para a opinião pública, a recusa do governo moçambicano é um acto de censura e um atentado a liberdade de imprensa na medida em que os artistas são vítimas de interferências políticas pelo facto de Gilmário Vemba não esconde a sua paixão por Venâncio Mondlane, candidato presidencial derrotado nas sétimas eleições presidenciais e que não aceita os resultados proclamados pelo Conselho Constitucional dando vitória a Daniel Francisco Chapo, actual Chefe de Estado em Moçambique.





