‘Sim. Confirmo. Chego Segunda-feira, Dia 21.07.2025 15:00h no Aeroporto de Mavalane’ escreveu este domingo, 20 de Julho, Venâncio Mondlane na sua página do facebook anunciando o seu regresso da Europa onde durante cerca de duas semanas trabalhou na Alemanha e Portugal.
Sobre isso, e em Maputo, a equipa de Venâncio Mondlane já convocou uma conferência de imprensa para a sua chegada às 15 horas nas instalações do Aeroporto Internacional de Maputo, local onde terminou, domingo 20 de Julho, a estadia do artista angolano Gilmário Vemba em Moçambique, impedido de actuar em Maputo pelas autoridades migratórias por alegadas questões políticas. Gilmário Vemba considera Venâncio Mondlane o presidente de Moçambique.
Espera-se um dia de alguma agitação e lufa-lufa da maioria juvenil no corredor rodoviário que liga o coração da capital Maputo e o aeroporto de Mavalane, na medida em que grupos de jovens apoiantes seguidistas de Venâncio Mondlane prepararam-se para receber o seu líder que chega da Europa de onde anuncia ganhos, apoios e parcerias quer da estrema esquerda como da direita europeia onde trabalhou.
Além disso, Venâncio Mondlane está sob termo de identidade e residência já que é alvo de diversos processos judiciais, civis e criminais, movidos pelo estado por alegada incitação à desobediência, denúncia caluniosa, indemnização por danos causados ao Estado, ou ofensa ao Presidente da República, entre outros crimes graves com pena de prisão maior. Acredita-se também na hipótese de que Venâncio Mondlane seja preso pelas autoridades do Ministério público a sua chegada.
Nesta sua estadia em Portugal, Venâncio Mondlane manifesta desconforto com a atitude do Presidente Português Marcelo Rebelo de Sousa que aparentemente não respondeu ao seu pedido de audiência “E na minha mala de mão, carrego um vazio: a não resposta de Marcelo Rebelo de Sousa” escreve Mondlane que também fala da pressão que estará a receber da juventude para continuar as manifestações em Moçambique, sobretudo com o bloqueio do registo oficial do seu partido Anamalala pelo governo do Presidente Daniel Francisco Chapo.





