“Relembrando Machado da Graça” – Uma Homenagem ao Legado de Um Ícone da Sociedade Moçambicana

A Associação Cultural da Casa Velha anunciou a realização do evento “Relembrando Machado da Graça”, uma cerimónia de tributo à vida e ao legado de Machado da Graça – jornalista, dramaturgo, crítico social, argumentista e activista cultural –, por ocasião do nono aniversário do seu desaparecimento físico.

Figura incontornável da história de Moçambique, Machado da Graça destacou-se pelo seu compromisso com a liberdade de expressão, a justiça social e a valorização das artes e da cultura popular moçambicana. O seu percurso inclui uma vasta contribuição como cronista e colunista em diversos órgãos de comunicação social, como o jornal Savana, bem como o seu envolvimento activo no Instituto Nacional de Cinema, onde participou como redactor e argumentista no histórico programa Kuxa Kanema – o jornal audiovisual da revolução moçambicana.

O evento teve lugar dia 19 de Julho de 2025, às 17h00, na Casa Velha, sita na Avenida Patrice Lumumba, nº 376, em Maputo.

A cerimónia contou com a abertura de uma instalação artística e documental, sob curadoria de Sara Machado, filha do homenageado. A instalação convida o público a mergulhar nas memórias, pensamentos e valores que orientaram o percurso de vida de Machado da Graça.

O programa prossegue com Leitura dramatizada de excertos da autobiografia de Machado da Graça, interpretada por Luis Soeiro, Josefina Massango, Gildo Timóteo e Caldas Chemane; Projecção do documentário de Margarida Cardoso “Kuxa Kanema”, que apresenta uma compilação das imagens originais dos cinejornais, onde Machado da Graça participou na elaboração de dezenas de edições semanais; Uma vibrante performance de dança Mapiko, evocando o espírito popular, crítico e teatral que inspirou Machado da Graça a atribuir esse nome ao emblemático Teatro Mapiko.

“Este é um acto de memória e de gratidão. Um momento para reafirmar o lugar da liberdade de expressão, do pensamento crítico e da criatividade no processo de construção da nossa identidade colectiva”, afirma Quito Tembe, Presidente da Associação Cultural da Casa Velha.

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