O Camões em Maputo acolhe próxima semana, o projecto Poemas Cantados – Tributo a José Craveirinha.
Este projecto tem como objectivo aproximar o público da Obra de José Craveirinha atravésde poesia cantada, convidando-o a desfrutar dos seus poemas numa nova dimensão, a música.
Transformando poemas em canções, artistas moçambicanos dão nova voz à Arte de Craveirinha, com interpretações de Helena Rosa, KayenaXihiwa, D’Manyissa, Nicolau Cauaneque e Nelson.
Com base em temas como liberdade, nacionalismo e identidade africana, a iniciativa homenageia o Poeta Mor de Moçambique, destacando o seu contributo incontornável para a construção da poesia moçambicana.
Entrada livre.
José Craveirinha nasceu a 28 de Maio de 1922, em Lourenço Marques (actual Maputo). Foi escritor, poeta, jornalista, desportista e folclorista.
Colaborou intensamente com jornais e revistas publicando crónicas e ensaios. A sua poesia destaca-se como voz de resistência contra o colonialismo e pela busca da identidade moçambicana, marcada pela oralidade, linguagem vibrante e com forte impacto social. Por conta disso, José Craveirinha desempenhou um papel significativo na construção da literatura moçambicana e é considerado o maior poeta de Moçambique, um dos mais reconhecidos da língua portuguesa e um dos maiores escritores africanos.
José Craveirinha publicou diversas obras, entre as quais se destacam:
- Karingana ua karingana, Lourenço Marques, Académica, 1974
- Cela 1, Maputo, Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1980
- Xigubo, Maputo, Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1980
- Hamina e outros contos, Maputo, Ndjira, 1998
- Maria, Maputo, Ndjira, 1998
- Poemas da Prisão, Maputo, Ndjira, 2004
José Craveirinha foi distinguido com o Prémio Nacional Alexandre Dáskalos, em Itália, com o Prémio Lótus, da Associação Afro-Asiática de Escritores e com o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa, tornando-se o primeiro autor africano galardoado.
O evento terá lugar no dia 27 de Maio, as 17h00, na Galeria do CCP.





