Movimento Desusado na BO Devido a Morte de Nini Satar

Movimento desusado esta manha na cadeia de máxima segurança BO em Maputo. Familiares de Nini Satar aparentemente encetam de marches para o acesso ao corpo, mas aparentemente as autoridades penitenciárias recusam-se a entregar o corpo por se tratar de um condenado cuja sentença transitara em julgado. A partir do exterior da BO vem indicações de que até por volta do meio-dia o corpo de Nini ainda não tinha sido retirado da cadeia. Espera-se também por uma comunicação da família.

Porém, a família tem dinheiro e quer pagar para ter o acesso ao corpo do seu ente querido para um funeral condigno, mas a burocracia administrativa não permite.

Alguns sectores próximos do finado não acreditam que Nini tenha morrido de causas naturais por isso espera-se pelos resultados da autópsia. Jornalistas digladiam com a segurança reforça da cadeia enquanto de longe se vem movimentos de entra e sai de familiares e guardas do interior do estabelecimento prisional.

Em vida Nini Satar era apresentado como uma pessoa que tinha um forte controlo e influencia sobre a máquina da policia e chegou a reabilitar a sua dela quando foi preso. Acredita-se que a sua morte seja uma espécie de queima de arquivo orquestrado pelo sistema vigente.

Nyipini Chissano, Ayob Satar, Vicente Ramaya são outros integrantes do processo sobre o assassinato do jornalista Carlos Cardoso que igualmente estão mortos. Cardoso foi crivado de balas nas ruas de Maputo quando investigava uma mega fraude nu banco comercial que tinha o estado como um dos principais accionistas.

Refira-se que a Procuradoria-Geral da República anunciou na quarta-feira, 25 de Julho\2018, a recaptura de Nini Satar na Tailandia onde se encontrava fugitivo. Nini Satar, é o único mandante em vida (co-autor moral) julgado e condenado no assassinato do investigativo jornalista Carlos Cardoso na avenida mártires da machava a 22 de Novembro do ano de 2000 na capital Maputo.

Outros dois mandantes condenados pelo tribunal que julgou o caso foram mortos em circunstâncias estranhas depois de cumprirem parte da pena. O juiz que julgou o caso, Augusto Paulino, chegou a ser promovido para o cargo de Procurador-Geral da república em 2007, cargo que desempenhou até Julho de 2014.

Tal como fizeram com Carlos Cardoso, os outros dois mandantes, Vicente Ramaya e Ayob Satar, irmão mais velho de Nini, foram mortos barbaramente a tiro por indivíduos ainda não identificados.

Durante o julgamento realizado em tendas especificamente instaladas no interior da BO, a cadeia de máxima segurança em Moçambique, Nini Satar acusou o filho mais velho do então presidente da república de estar igualmente envolvido moralmente na morte de Carlos cardoso. Nyimpine Chissano, o primogénito de Joaquim Chissano chegou a ser presente no julgamento mas foi ilibado pelo tribunal dirigido pelo juiz Augusto Paulino alegadamente porque não havia provas do seu envolvimento no crime que matou cardoso. Nyimpine Chissano era acusado de pagamentos, também morreu, mas vítima de doença em Novembro de 2007 em Maputo.

Momed Abdul Satar, conhecido criminalmente por Nini Satar, fugiu do país, alegando que ia para o estrangeiro (Reino Unido) cuidar da sua saúde, depois de saiu em liberdade condicional em Setembro de 2014, após cumprir metade dos 24 anos de cadeia a que foi condenado por envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em Novembro de 2000.

Oficialmente foi em Abril de 2017, que as autoridades judiciais moçambicanas emitiram um mandado de captura internacional contra Nini e foi requerido, ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, a revogação da sua liberdade condicional.

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