Entidades do governo e seus parceiros estiveram reunidas esta semana em Maputo numa Mesa Redonda alusiva ao Lançamento do Relatório sobre Análise Política e Económica (APE) sobre a Influência do Acesso à Água, ao Saneamento e à Higiene (ASH) para a Prevenção e Controle da Cólera em Moçambique
Uma das grandes conclusões do relatório é que apesar de endémica, a cólera, em Moçambique, sempre foi tratada como emergência e nunca esteve, de forma continuada, no centro da agenda de saúde pública, a longo prazo. O estudo destaca também que o peso do sector de Água, Saneamento e Higiene no Orçamento Geral do Estado (OGE) e no Produto Interno Bruto (PIB), tem se mantido estacionário desde o princípio da última década (2014-2023), isto é, abaixo de 0,5% do PIB, mesmo sabendo que o acesso à água limpa, ao saneamento decente e à boa higiene é fundamental para a prevenção de doenças, incluindo a cólera.
Durante o evento, especialistas, representantes de organizações parceiras do sector de saúde e de abastecimento de água, parlamentares e autoridades governamentais discutiram, entre outras, as principais conclusões e recomendações do relatório e as acções futuras no contexto do acesso à água, ao saneamento e à higiene para a prevenção da cólera em Moçambique.
O Director Executivo da WaterAid, Gaspar Stefano aponta avanços significativos alcançados, pelo menos nos últimos dez anos, mas apontam ainda desafios enormes da parte do governo, sociedade civil e doadores.





