O Presidente da República, Daniel Chapo, voltou a reunir esta quarta-feira em Maputo com os partidos com assento na Assembleia da República e Assembleia Provincial no processeguimento da iniciativa de diálogo político, aparentemente, tendo em vista a estabilidade políticosocial no país.
O facto acontece numa altura em que a opiniao pública nacional ridiculariza o cominho que Daniel Chapo está a seguir para o alcance de um ambiente de paz em Moçambique, por ignorar Venâncio Mondlane no diálogo, segundo candidato mais votado e responsvel pela convocação das manifestações de protesto que colocam o país em situação literal de desgoverno e/ou de dois pólos de governo e orientação política das massas.
Actualmente Moçambique vive uma situação de caos, com uma onda destruições e saques desencadeadas por populares que se identificam com as decisões emanadas por Venâncio Mondlane nas suas lives no facebok e decretos presidenciais.
A desordem iniciada por Venâncio Mondlane já obrigou a destruicação e paralização de vilas e a convivência sã que se quebrou depois do acto de votação no dia 9 de Outubro de 2024, inserido nas sétimas eleições presidenciais e legislativas.
No encontro com os representantes políticos, que se destacou também pela ausência do presidente da Renamo, Ossufo Momade, o Chefe de Estdo diz que alcançou um consenso significativo quanto ao conteúdo do documento a ser assinado entre as partes. O actual presidente da Renamo decidiu mandatar a sobrinha de Afonso Dhlakama para o representar no encontro com Chapo. O Movimento Democrático de Moçambique esteve representado pelo respectivo presidente, Lutero Simango, o Podemos por Albino Forquila e por fim Salomão Muchanga que também se estreia no meio do sector decisório político nacional com a Nova Democracia. Não se conhecem os resultados reais dos consensos alcansados nestes encontros, sobretudo sob ponto de vista da normalização da desordem e aparente ausência de comando e vandalização social iniciada por Venâncio Mondlane.
No entanto, e em nome do princípio de inclusão, decidiu-se, no encontro, ampliar a participação a outras formações políticas com representação nas Assembleias Provinciais, antes da formalização do acordo.
“No espírito que nós temos dito de inclusão nestas plataformas ainda partidárias, achámos que era importante incluir estes partidos políticos porque já temos aqui o Partido Nova Democracia, com 16 mandatos na autarquia de Gúruè, província da Zambézia, que participa neste diálogo, e achámos que era importante a inclusão destes partidos com representação nas Assembleias Provinciais no próximo encontro que teremos”, declarou Chapo.
Entre os novos partidos a serem incorporados ao diálogo estão o Partido Revolução Democrática (RD), com seis mandatos em Niassa; o Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), com oito mandatos em Cabo Delgado; o Partido de Renovação Social (PARESO), com dois mandatos em Inhambane; e o Partido de Reconciliação Nacional (PARENA), com cinco mandatos em Gaza.
O estadista sublinhou que a inclusão dessas formações políticas reforça o compromisso do diálogo com a representatividade e a construção de um consenso alargado para questões fundamentais do país. O debate tem como principal objectivo a revisão da Lei Eleitoral e a melhoria do processo de descentralização, temas considerados cruciais para o fortalecimento da democracia moçambicana.
“Achamos que a melhor solução para encontrar esta estabilidade económica, política e social do país é o diálogo, e este diálogo começando pelas plataformas partidárias com representação na Assembleia da República, Assembleia Provincial e Assembleias Municipais”, afirmou.
O Presidente moçambicano reafirmou a necessidade de expandir a discussão para outros estratos sociais, incluindo organizações da sociedade civil, comunicação social, sectorespúblico e privado, lideranças comunitárias e religiosas, além de grupos de jovens e mulheres, para garantir uma abordagem abrangente.
Durante a sessão, o Chefe de Estado destacou a participação de representantes dos partidos já envolvidos no diálogo, mesmo na ausência de seus líderes. “Estamos a dizer presidentes ou representantes porque, como podem ver hoje, não temos aqui o general OssufoMomade, que é o presidente da Renamo. Teve uma sobreposição de agenda, mas mandou a doutora Ivone Soares para poder representá-lo, e como podem ver, ela representou muito bem o presidente OssufoMomade”, destacou Chapo.
O diálogo prosseguira nas próximas semanas com a integração dos novos partidos e a consolidação dos entendimentos alcançados, com o objectivo final de formalizar um acordo que reflicta a pluralidade e as aspirações de todos os moçambicanos. Algumas entidas independentes dizem pelo menos terão morrido nas manifestações de Venâncio Mondlane desde que inciaram a 24 de Outubro no segmento da publicação dos resultados eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições.





