A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM,) diz que vai suspender, a partir do próximo dia 19 de Fevereiro corrente, e com efeitos imediatos, o voo entre Maputo / Lisboa / Maputo. A medida faz parte da Estratégia de Restruturação aprovada pelo Conselho de Administração da Empresa, o qual encontra-se a avaliar o desempenho das rotas operadas pela Companhia aérea de bandeira, em alinhamento com o Plano de Governação para os primeiros 100 dias.
A rota Maputo / Lisboa / Maputo faz parte do grupo das operações deficitárias, que inclui Maputo/Harare/Lusaka e vice-versa, já suspensa, bem como Maputo/Cape Town/Maputo, ainda em processo de análise.
Em relação aos voos entre Maputo e Lisboa, neste momento, decorrem diligências para garantir as viagens, por vias alternativas, aos cerca de 1.080 passageiros que já adquiriram passagens. Para o caso de passageiros com impossibilidade de realizar as viagens, a LAM irá reembolsar o valor.
A suspensão de rotas internacionais resulta da determinação da LAM em imprimir uma nova dinâmica ao negócio para optimizar a rentabilidade das operações e eficiência de gestão, para além de que representa um sinal estratégico de renovação e avanço para um futuro de aviação nacional moderna, comprometida com a melhor experiência de voos para os moçambicanos e demais clientes.
Com efeito, o novo posicionamento da Companhia vai priorizar voos domésticos e o segmento regional, com uma forte aposta na qualidade de produtos e serviços de melhor assistência aos passageiros.
Uma das principais queixas do público nacional sobre o desempenho da LAM tem a ver com os altos custos nos preços praticados nas suas terifas domesticas consideradas desfazadas para o contexto nacional onde o salário mínimo ronda aos cem dólares americanos.
No entanto, dos poucos elogios que o recente governo de Daniel Chapo recebeu foi na indicação da nova liderança da LAM, um quadro considerado exemplar no esquema de gestão das empresas públicas nacionais sobretudo depois de resgatar a EDM que também tendia para o colapso técnico-financeiro.
Pelos transtornos causados por esta acção de força maior, a LAM apresenta sinceras desculpas aos passageiros, clientes e ao público em geral.
LAM é a transportadora Moçambicana de bandeira, membro fundador da IATA, certificada pela IOSA desde 2007, membro de AFRAA (Associação das Companhias Aéreas Africanas) e AASA (Associação das Companhias Aéreas da África Austral). Desde 2012, a LAM faz parte do grupo das 10 Companhias Aéreas Africanas que prestam melhores serviços na Classe Económica, conforme a classificação da World Travel Awards, considerados “ÓSCARES DO TURISMO”. A rede de voos da LAM abarca 12 destinos no mercado doméstico. Na região, voa para Joanesburgo, Dar- Es-Salaam e Cape Town, preparando para breve a expansão para mais destinos. Diariamente, a LAM realiza mais de 27 voos, operados através da sua frota composta por dois (2) Bombardier CRJ900, um (1) Q400, assim como 1 Embraer 145 operado pela sua subsidiária MEX – Moçambique Expresso.





