O Banco de Moçambique anunciou esta quita-feira que decidiu retirar o inspector residente do Standard Bank, que havia sido indicado a 19 de Julho de 2021 para monitorar a implementação do plano de acções dos accionistas, acompanhar e analisar os desenvolvimentos no sistema de governação e controlo interno do banco, e participar em reuniões relevantes dos órgãos colegiais.
Esta decisão decorre da eficaz colaboração do Standard Bank, e do seu accionista bem como dos progressos significativos alcançados na cultura de risco, governação e controlo interno da instituição.
O Banco Central diz que o Standar Bank continua sujeito a supervisão habitual em conformidade com os procedimentos aplicáveis ás demais instituições do sistema bancário nacional.
De facto, em 2021 o Banco de Moçambique comunicara que, na sequência das sanções impostas ao Standard Bank, S.A., indicou, Zaitina Raul Chilaule, quadro sénior do Banco de Moçambique, para desempenhar as funções de inspectora residente no Standard Bank, S.A.
Entretanto, em Agosto de 2021, o Banco de Moçambique, ainda na sequência da inspecção on-site ao Standard Bank de Moçambique, S.A., anunciou a instauração de mais dois processos contravencionais contra os senhores Adimohanma Chukwuma Nwokocha, ex-Administrador-Delegado, e Cláudio Eliazare Banze, Director da Direcção de Tecnologias de Informação, por infracções graves relacionadas com a implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do País, que no geral se assemelha à rede única nacional. Na sequecia o Banco de Moçambique reportou a aplicação de multas para cada um deles no valor total de 1.276.018,00 MT (um milhão, duzentos e setenta e seis mil e dezoito meticais); inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras no País por um período de 3 (três) anos e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas daqueles. Na altura da ocorrência das infracções graves despoletadas pelo BM, Tomás Salomão, ocupava z posição de Presidente do Conselho de Administração do Standard Bank. O escândalo, que chocou o país e sobretudo o sector financeiro poderá ter acelerado a queda do antigo vice-ministro das finanças no governo do Presidente Joaquim e Chissano e secretário da SADC. Tomás Salomão foi substituído por Esselina Macome que aparentemente tem conseguido livrar a instituição da situação em que a quipa de gestão anterior empurrou.





