Chapo Celebra Heroísmo Nacional Sob Tendência de Dois Pólos de Governo em Moçambique

O Presidente da República,  Daniel Francisco Chapo, destacou hoje a necessidade do dialogo para a construção de um ambiente de paz entre os moçambicanos, actualmente marcado pelos tumultos que eclodiram no seguimento das sétimas eleições gerais e multipartidárias em Moçambique.

Durante o seu discurso na cerimónia central alusiva ao Dia dos Heróis Moçambicanos, o Presidente Chapo enalteceu o compromisso dos combatentes que sacrificaram as suas vidas pela libertação do país.

Sobre o momento actual, marcado por uma tendência de existência de dois pólos de governo, nomeadamente o governo instituído e o venancismo que impõem a sua ordem social, Chapo foi parco em palavras. Não fez referência a qualquer intenção de negociar com Venâncio Mondlane, mas disse que o processo de diálogo iniciado com os partidos políticos com assento parlamentar vai prosseguir envolvendo outras esferas relevantes da sociedade como os religiosos, sociedade civil, classes profissionais, académicos, só para citar alguns exemplos.

“ O diálogo iniciado com os partidos com assento parlamentar na primeira fase vai ser alargado para académicos, sociedade civil, confissões religiosas associações profissionais e empresariais; fazer coisas diferentes de forma deferentes para conseguir resultados diferentes positivos” diz Chapo na primeira aparição como Chefe de Estado na Praça do Heróis.

Moçambique vive neste momento um espectro de desgoverno, não há ordem; a população impõe as decisões; vilas e cidades estão tomadas por uma onde de vandalismo e saque; agentes da polícia estadual estão a disparar contra populares, que também fazem reféns a alguns agentes da polícia da república. Semana passada a vila da manhiça, na província de Maputo, cerca de 50 km da capital, foi tomada por uma onda de vandalizações que incluíram a casa privada e oficial do Presidente do Município local entre outras infra-estruturas da administração do estado da vila sede. Desde Outubro que Maputo funciona ‘a meio gás’ devido ao medo e insegurança nas ruas.

O evento dirigido hoje por Daniel Chapo na Praça dos heróis em Maputo, também marcou o 56º aniversário da morte de Eduardo Chivambo Mondlane, arquitecto da unidade nacional, e serviu para homenagear todos os que participaram na luta de libertação. O governante sublinhou que esta data deve continuar a ser um momento de reflexão e reconhecimento pelo contributo dos heróis que ajudaram a edificar a nação.

 

Não Ainda Há Planos na Questão Terrorista em Cabo Delgado?

O Presidente Chapo enfatizou ainda a importância da juventude na continuação do legado dos heróis, “a geração actual de jovens que, dia-a-dia, nas suas unidades e trincheiras, defendem o nosso país da agressão terrorista, também merece a nossa homenagem”.

O presidente Chapo manteve o Ministro da Defesa Cristovão Chume no seu governo, mas não apresenta qualquer desenvolvimento recente sobre a situação de reposta a guerra terrorista desde 2017 em Cabo Delgado e que terá se multiplicado durante o governo de Filipe Nyusi que acaba de encerrar coma subida de Chapo o mês passado.

O governante também a relevância do 50º aniversário da independência nacional, que será celebrado este ano, e a necessidade de um esforço conjunto para consolidar a estabilidade política, económica e social. “Materializar a agenda da independência económica exige um compromisso de todos. Somos chamados a canalizar todas as forças disponíveis para a construção de um Moçambique cada vez mais harmonioso”, defendeu o novo estadista.

Ao longo da sua intervenção, o estadista recordou as adversidades que o país enfrentou desde a independência, incluindo a guerra dos 16 anos, os ataques terroristas e as catástrofes naturais. Sublinhou que, apesar desses desafios, Moçambique tem demonstrado resiliência e determinação na busca pelo desenvolvimento sustentável. “Os moçambicanos têm sabido enfrentar e vencer as diversas dificuldades, mostrando a sua força e espírito de unidade”, afirmou e acrescetou  “Continuaremos a enriquecer as páginas da nossa história recente com o exemplo dos nossos heróis nacionais, através do registo, documentação e divulgação da luta de libertação nacional como fonte de inspiração, do amor à pátria, pelas novas gerações”, frisou o Presidente.

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