O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, está a apresentar neste momento dois jovens indiciados de gerir uma página polémica designada ‘Unay Cambuma’ na rede social facebook.
Os dois jovens são acusados, o primeiro, de ser o administrador da página e que insere as informações que recebe do segundo, alegadamente colectada de vários fontes internautas na página e de outros seguidores que entram no inbox disponibilizando as informações de forma livre;
O porta-voz da polícia criminal que apresentou os jovens a imprensa, refere que para o acesso das informações que publicam, os jovens contavam com varias fontes das instituições visadas e durante as investigações foram aprendidos ainda dispositivos electrónicos e a polícia continua com o trabalho para se aferir a existência ou não de outros gestores e outras fontes que partilham esse tipo de conteúdos ofensivos e difamatórios para instituições públicas e privadas;
“O SERNIC fez um trabalho; o administrador da página encontra-se detida e o segundo é um colaborador” disse o porta-voz Hilário Lole.
De acordo com a SERNIC a página foi criada em Setembro 2022 com designação inicial ‘verdades ocultas’; ‘muchanga polity’; ‘noticias polity’ e ‘horas da verdade’ antes de de passar para a actualmente designação ‘unay cambuma’;
A polícia diz que os dois jovens usavam página do facebok para denegrir a imagem de pessoas, personalidades e entidades por motivações que a corporação desconhece, mas vai investigar porque provocam desordem pública, violência e cometimento do crime.
O SERNIC explica que os dois hoje apresentados foram detidos preventivamente em Maputo onde a detenção teve lugar.
Os acusados, acrescenta a polícia, assumem que criaram a pagina para divulgação da vida privada de personalidades publicas e privadas. A detencao dos gestores de ‘Unay Cambuma ocorreu dentro de uma semana.
O SERNIC Cidade de Maputo, explicou igualmente que os cidadãos, esta sexta-feira,
31 de Janeiro apresentados, são indiciados pela prática dos Crimes de instigação pública a um crime; Apologia pública ao crime; Associação criminosa, Ameaça de violência, tentando destruir, alterar ou subverter o Estado de Direito e Incitamento à desobediência colectiva.
Os cidadãos em causa, através das redes sociais, concretamente Facebook, usando uma página denominada “Unay Cambuma”, publicavam várias mensagens com teor difamatório e incitando ao ódio e violência contra várias entidades, entre públicas e privadas, incluindo a figura do Presidente da República.
Entretanto em Moçambique ainda não há legislação sobre o jornalismo digital.





