Revimo Ensaia Afronta Popular na Reabertura das Portagens Vandalizadas nas Manifestações

A empresa sobre a rede viária nacional, Revimo, anunciou este fim-de-semana a decisão da reabertura das portagens sob sua gesta em Maputo, vandalizadas durante as manifestações políticas convocadas por Venâncio Mondlane, na altura candidato presidencial nas sétimas eleições presidenciais realizadas a 9 de Outubro de 2024 findo e que culminaram com a vitória da Frelimo e Daniel Chapo.

Uma nota da Revimo indica que a partir de segunda-feira, 27 de Janeiro corrente, será retomada a cobrança das taxas nas portagens porque o dinheiro cobrado é útil por depois usado na manutenção das estradas. Porém, um dos argumentos dos manifestantes na destruição das portagens é a transparência na aplicação dos dinheiros que são gerados nas portagens, porquanto as estradas onde as portagens estão instaladas estão em péssimas condições e degradadas. A Revimo é acusada de estar a cobrar taxas proibitivas e também de ser uma entidade sobretudo arrogante nas suas abordagens com as comunidades onde se encontra a operar, no caso de Cumbeza.

No seu comunicado, a Revimo admite rever as taxas cobradas, mas não especifica se vai baixar ou subir o preçário. Desde a sua criação as portagens da Revimo têm sido alvo de contestação pelas massas, mas os sucessivos governos, sobretudo os autárquicos insistem com o projecto nos moldes em que é severamente constatado. Espera-se que o primeiro ensaio sobre a decisão da reabertura e cobrança nas portagens seja acompanhado de actos de violência, apesar da forte segurança que deverá caracterizar esta experiencia de como que afronta a vontade popular por detrás da vandalização e encerramento forçado.

Aliás, o encerramento e circulação livre nas portagens são apontados por Venâncio Mondlane como sendo dos ganhos alcançados pelos populares nas manifestações dos últimos cerca de três meses, entre finais de 2024 e inicio de 2025 corrente.

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