Carlos Nhangumele e as “Lágrimas no Estendal do Tempo”

Foi lançado em Maputo o romance Lágrimas no Estendal do Tempo, do escritor moçambicano Carlos Nhangumele. Trata-se da segunda obra deste autor, através da qual aborda temas de cariz social, oferecendo uma reflexão sobre os desafios do dia-a-dia. Com a sua escrita introspectiva e intensa, Carlos Nhangumele convida os leitores a uma jornada emocional e intelectual, na qual os protagonistas lidam com questões existenciais e sociais do mundo em que vivem.

Intervindo na ocasião, a directora das Mediatecas do BCI, Carla Mamade, destacou a importância do apoio do BCI à cultura. “Apraz-nos apoiar autores e artistas moçambicanos, que com a sua arte enriquecem o panorama cultural do país, dando voz à nossa história e identidade”, afirmou. Mamade sublinhou também que a literatura, em particular, tem um papel essencial na construção de uma sociedade mais consciente e reflexiva. Terminou, enfatizando o compromisso do BCI com a responsabilidade social, como um pilar fundamental da sua actuação: “o BCI reafirma o seu papel como parceiro de iniciativas que promovem a cidadania e a transformação social”, disse.

A apresentação do livro esteve a cargo do poeta moçambicano Alerto Bia que, na sua análise, descreveu Lágrimas no Estendal do Tempo como uma obra de enredo complexo, comparando-a a um “arame farpado”, devido à forma como os episódios se entrelaçam para construir a trama. Bia referiu que este romance exige uma interpretação cuidadosa por parte do leitor, pois Carlos Nhangumele utiliza as pequenas histórias do Moçambique contemporâneo para tecer uma narrativa que desafia a compreensão da realidade.

Natural da província de Inhambane, Carlos Nhangumele, também ensaísta, é graduado em Literatura Moçambicana pela Universidade Eduardo Mondlane, e possui formação em Ensino de Português pela Universidade Pedagógica de Maputo. A sua obra de estreia foiVinte (e) Vinte (um), uma colectânea de crónicas e contos, foi publicada há três anos. A obra foi lançada no dia 26 de Novembro no auditório do BCI em Maputo.

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