Cervejas de Moçambique Reage ao Saque Popular na Fábrica da Província de Maputo

A empresa Cervejas de Moçambique já reagiu a situação de saque desencadeada ontem na sua fabricam em Marracuene por populares que invadiram a unidade fabril e retiraram diversos bens sobretudo caixas de cervejas.

Em comunicado de imprensa, a empresa Cervejas de Moçambique, SA (CDM) diz que lamenta o ocorrido e informar tratou-se de uma intrusão seguida de saque na sua unidade fabril localizada no distrito de Marracuene, província de Maputo.

Durante a acção, os invasores derrubaram o portão principal, tendo sido saqueadas quantidades ainda não especificadas de cerveja. Da invasão não resultou qualquer ferimento nos colaboradores que se encontravam no interior das instalações.

No entanto, a empresa foi forçada a encerrar temporariamente as suas operações naquela unidade fabril.

A CDM tem acompanhado com bastante preocupação os vários eventos de violência que têm ocorrido no país, pelo que apela para que todas as forças vivas da sociedade dediquem esforços para o retorno à normalidade social.

Algumas entidades consideram que, como empresa, a CDM não tem colaborado com a comunidade onde está instalada na zona de Bobole no distrito de Marracuene, provincial de Maputo, sul de Moçambique. Aparentemente, as acções de responsabilidade social da fabrica não tem tido impacto nas comunidades onde opera.

O saque popular a fábrica da Cervejas de Moçambique, insere-se nas manifestações de protesto convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane para exigir justiça eleitoral. Os protestos iniciaram a 21 de Outubro e já provocaram a morte de mais de 100 pessoas e a destruição de diversas infra-estruturas entre publicas e privadas.

 

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