O governo da África do Sul decidiu encerrar a fronteira com Moçambique devido a situação de insegurança e instabilidade que se vive no país, desde a votação do dia 9 de Outubro, contando para as sétimas eleições gerais e multipartidárias de Moçambique desde o início do multipartidarismo na sequência do acordo de Roma em 1992.
Centenas de camiões carregados de mercadorias estão retidas na fronteira entre os dois países, devido ao bloqueio da estrada nacional número 4, como resultado das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, que reclama vitória nas eleições de 9 de Outubro.
A seguir partilhamos o comunicado do governo sul-africano
Anúncio Importante: Fechamento da Fronteira
A fronteira entre a África do Sul e Moçambique está oficialmente fechada, conforme anunciado pela Ministra dos Transportes, Barbara Creecy, na televisão nacional.
A Ministra também apelou a todas as empresas de transporte para que não enviem caminhões para a fronteira, destacando as condições desumanas enfrentadas pelos motoristas sem acesso a água, instalações sanitárias ou alimentos.
A TRAC tem prestado apoio humanitário, distribuindo alimentos e água aos motoristas retidos, mas a situação tornou-se grave.
Continuaremos a monitorar a situação de perto e partilharemos actualizações à medida que as circunstâncias mudarem.
Pedimos a todos os utilizadores da estrada que se mantenham informados e planeiem as suas viagens de acordo com a situação.
Entretanto, os empresários em Moçambique, que se reuniram esta semana em Maputo com o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em busca de uma saída para a crise politico eleitoral, propuseram a introdução de colunas militares no acompanhamento de camiões de mercadorias durante a travessia da fronteira. O empresariado diz que o governo anuiu a solicitação e as colunas de viaturas poderão operacionalizadas em breve pelo Ministério da Defesa em coordenação com os camionistas principalmente os que operam naquele troço.





