Embaixada dos EUA em Defesa da GiveDirectly Acusada de Financiar as Manifestações

A Embaixada dos Estados Unidos em Maputo assumiu que é com o apoio do Governo dos E.U.A. que milhares de famílias moçambicanas recebem assistência humanitária através da organização GiveDirectly, envolta em acusações sobre financiamento directo a onda de manifestações desencadeadas por Venâncio Mondlane.

De acordo com um comunicado da embaixada o dinheiro que está a ser distribuído é do Governo dos Estados Unidos, entra através da USAID e da GiveDirectly, que estão a implementar um projecto de assistência directa em dinheiro, destinado a reduzir a pobreza nas comunidades agrícolas rurais propensas a catástrofes.

Os americanos esclarecem que a comunidades envolvidas no recebimento do dinheiro foram seleccionadas com base nas necessidades, em coordenação com as autoridades locais, a sociedade civil e o sector privado. O projecto não tem qualquer filiação partidária ou política. “Refutamos veementemente as recentes alegações nas redes sociais que associam falsamente este projecto a actividades partidárias”.

A GiveDirectly diz que é uma organização não governamental internacional e parceira de longa data do Governo dos E.U.A. Aborda a pobreza em países de todo o mundo, fornecendo assistência incondicional em dinheiro às famílias necessitadas. Em 2021, a USAID e a GiveDirectly iniciaram o co-financiamento de programas em Moçambique para assistência em dinheiro às comunidades da província de Sofala que foram devastadas pelos efeitos do ciclone Idai. Em 2024, o projecto expandiu-se para Mogovolas, com o objectivo de fornecer capital às famílias de agricultores para investirem na melhoria da produção agrícola, e foi programado para coincidir com o início da época agrícola. Este programa tem demonstrado capacidade para transformar a vida de famílias moçambicanas economicamente vulneráveis, capacitando-as a dar prioridade aos investimentos para o seu próprio futuro. Não foram revelados os valores do projecto incluindo as quantias que os beneficiários recebem. Entidades do governo acusam organizações da sociedade civil nacionais e internacionais de financiar as manifestações de Venâncio Mondlane, que já mataram mais de 80 pessoas desde que iniciaram a 21 de Outubro passado exacerbadas sobretudo pelo assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe na noite de 18 de Outubro.

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