O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, admite a possibilidade de o Governo não conseguir pagar os salários da função pública como consequência dos impactos das manifestações que desde Outubro estão a ser desencadeadas pelo candidato presidencial independente Venâncio Mondlane.
Falando esta quarta-feira em Maputo numa reunião com reitores, Filipe Nyusi, na derradeira fase do mandato de dez anos, diz que tem estado em reuniões com o primeiro-ministro, Adriano Maleiane, que por acumulação é ministro das finanças, para ver uma saída sobre a ginástica orçamental o governo pode fazer para cobrir a fraca colheita de receitas.
Sem apresentar números, Nyusi reporta uma situação de aperto nas contas governamentais. Nyusi também não se referiu aos lucros do gás e do negócio de Cabo Delgado.
Nyusi disse que não sabe de onde o governo vai tirar o dinheiro para pagar os salários, incluindo do mês de Dezembro porque não recebe doações “nós, (o meu governo) não recebemos doações”. O chefe de estado transmitiu a ideia de que este ano o pagamento do décimo terceiro salário pode voltar a ser miragem na função pública tal como foi o ano passado.
Algumas pessoas dizem que Nyusi está zangado com o sector público, sobretudo por mostrar lealdade com o caos instalado “os médicos e professores precisam de receber, não sei como é que vai ser” disse o presidente acusado de perpetuar a desordem para se manter no poder. O Banco de Moçambique ainda não reportou impactos significativos das manifestações na economia nacional.
O presidente fez estas declaração mesmo dia em que a nível nacional Venâncio Mondlane declarava o início da quarta fase da quarta etapa das manifestações com um período de sete dias com orientações como bloquear aeroportos e fronteiras.





