Nova Vaga de Manifestações Sobre ‘Justiça Eleitoral’ Arranca Esta Quarta-feira em Moçambique

Parece estar tudo apostes para Maputo voltar a parar a partir desta quarta-feira, 04 de 12 de 2024, e por um período anunciado de sete dias.

O facto acontece no seguimento da comunicação do candidato presidencial independente, Venâncio Mondlane, quando esta segunda-feira convocara, através de uma live no facebok, a quarta etapa da quarta fase das manifestações de protesto aos resultados eleitorais anunciados no passado dia 24 de Outubro pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições Carlos Matsinhe.

Maputo tem sido o epicentro das manifestações de Venâncio Mondlane, iniciadas a 21 de Outubro e que terão já resultado na morte de pelo menos 85 civis como resultado da actuação bárbara das forças de defesa e segurança nos confrontos com populares.

Para esta quarta, espera-se mais um dia de caos para os citadinos de Maputo e milhares de populares das redondezas que todos os dias ao cantar do galo concorrem a capital em busca do sustento.

A avaliar pelos níveis de violência e aceitabilidade com que as manifestações são encaradas e realizadas pelas massas, incluindo a gravidade dos impactos das ‘ordens’ anunciadas por Venâncio Mondlane como por exemplo, bloquear estradas, fechar aeroportos e fronteiras, pode-se esperar de forma como que garantida uma situação de balbúrdia e ‘abismo’ nacional, mas principalmente em Maputo, a capital do país.

Ainda não há dados reais sobre os impactos das manifestações no sector económico, mas o Banco de Moçambique, no seu informe, refere-se a avaliação dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação mantém-se favorável destacando como possíveis factores de contenção da inflação, no médio prazo, a estabilidade do Metical e a redução dos preços das mercadorias no mercado internacional, não obstante as incertezas quanto à duração da tensão pós-eleitoral e o seu impacto sobre os preços de bens e serviços.

Além disso, neste momento não se vislumbra alguma saída para a crise política que se vive em Moçambique, sobretudo depois do fracasso que deu a iniciativa presidencial de reunir, no passado dia 26 de Novembro em Maputo, os quatro candidatos presidenciais para uma discussão frente a frente.

Embora o fracasso presidencial na fase inicial da aproximação, o presidente Nyusi prometeu continuar com as conversações com as partes e encontrar formatos que permitam que o diálogo realmente flua. Não há evidências de o diálogo estar a acontecer e Venâncio Mondlane continua a ‘puxar a corda’.

No entanto, e enquanto isso, esta terça-feira em Maputo, alguns partidos da oposição parlamentar como o MDM, e a Renamo, que participaram nas sétimas eleições referem a repetição das eleições como a solução para a crise politica que se vive em Moçambique. O Podemos, na voz do seu presidente Albino Forquilha, diz que para a repetição das eleições tem que se primeiro apurar os culpados pelo descalabro eleitoral em que nos encontrarmos e responsabilizá-los para qualquer passo seguinte que vier a ser decidida.

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