Duas agências atentas a situação política e social em Moçambique, mantêm uma contagem do número de manifestantes mortos pela polícia e pelas forças de segurança durante as manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, candidato presidencial nas sétimas eleições.
A Plataforma Eleitoral Decide, com sede na Beira, reportou semana passada um total de 67 mortes entre 21 de Outubro e 21 de Novembro como consequência dos tumultos envolvendo a polícia e populares que reivindicam justiça eleitoral.
De acordo com aquela agência, das 67 mortes, 27 ocorreram na fase recente de protestos no período de 13 a 25 de Novembro, enquanto as outras 40 o seu registo teve lugar no período anterior.
Os dados em nosso poder indicam que a ACLED, sediada nos EUA, mais conhecida pelo seu registo muito detalhado da guerra civil de Cabo Delgado, também regista protestos e relata que no período anterior, de 21 de Outubro a 12 de Novembro, houve 55 mortes de manifestantes, mais 15 do que o relatado pela Plataforma.
A ONG internacional Human Rights Watch (HRW) afirma que as forças de segurança moçambicanas mataram pelo menos 10 crianças durante a mais recente onda das manifestações que se realizaram com mais incidência para a capital Maputo. As Nações Unidas condenaram as brutalidades acometidas pelas Forças de Defesa de Moçambique na sua actuação durante as manifestações politicas e sociais que se vivem em Moçambique na sequencia dos resultados eleitorais.
No entanto, Venâncio Mondlane, candidato presidencial, voltou a convocar para esta semana, a partir de quarta-feira, (04/12/2024) e por um período de sete dias, a quarta etapa da quarta fase das manifestações de protesto contra os resultados eleitorais divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, CNE, no passado dia 24 de Outubro, dando vitória ao partido Frelimo e seu candidato presidencial Daniel Chapo.





