Uma Declaração da Coordenadora Residente das Nações Unidas e Coordenadora Humanitária para Moçambique da Catherine Sozi denuncia o desconforto pelos actos bárbaros desencadeados pelo exército moçambicano principalmente durante o decurso das manifestações sobre os resultados das sétimas eleições de 9 de Outubro passado.
“Estou profundamente alarmada com os relatos de mortes e ferimentos – incluindo uma pessoa atropelada por um veículo blindado – relacionados a protestos em Moçambique. As autoridades devem investigar esses incidentes e responsabilizar os perpetradores” refere-se a declaração das Nações Unidas.
Catherine Sozi diz que reitero o apelo do Secretário-geral, António Guterres por calma e para que as autoridades tenham a contenção necessária para garantir que os desafios de Moçambique sejam resolvidos em paz e com respeito ao funcionamento de suas instituições
Ontem, 27 de Novembro, no centro de Maputo, uma viatura BTR, de forma intencional atropelou brutalmente uma jovem de 24 anos, que circulava na avenida Eduardo Mondlane, vulgo Ponto Final, no decurso das manifestações de protestos dos resultados eleitorais, que desde Outubro decorrem em todo o país, convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que exige uma alegada justiça eleitoral, na sequencia dos resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições no passado dia 24 de Outubro.
Ainda esta quarta-feira, 27 de Novembro, outras três pessoas morrem cidade de Nampula, 30 pacientes diagnosticados lesões graves como resultado de confrontos entre a polícia e manifestantes nas ruas da capital do norte
Apesar de os actos das manifestações registarem-se um pouco por todo o país, a capital Maputo continua o epicentro da onda de tumultos que tem sido desencadeados por populares nas últimas semanas em reivindicação da alegada justiça eleitoral. Esta manhã mais uma onde de manifestações atingiu o centro de Maputo onde populares bloquearam os principais acesso que ligam a capital ao resto do país. Ainda não há registo de vítimas humanas, mas os manifestantes continuam a controlar a circulação nas estradas e a condicionar o curso normal das actividades sob olhar aparentemente pacifico das autoridades da defesa e polícia.





