O encontro entre o presidente Filipe Jacinto Nyusi e os quatro candidatos presidenciais inicialmente marcado para dia 26 de Novembro corrente não se realizou devido a ausência do candidato Venâncio Mondlane, que avisara o seu medo relativo a problemas de segurança na sequência dos processos desencadeados pela Procuradoria-geral da República contra a sua pessoa.
Apenas os candidatos presienciais Daniel Chapo, Ossufo Momade e Lutero Simango estiveram na presidência da república onde foram recebidos pelo estadista moçambicano no seguimento do convite formulado por Nyusi tendo em vista a busca de uma solução sustentável para o momento de turbulência político e social em que o país se encontra a viver, principalmente desde a votação de 9 de Outubro para as sétimas eleições gerais e multipartidárias no país
Porém o encontro não avançou porque os candidatos consideraram que não haviam condições de nível de quórum que permitissem reunir e decidir na ausência de Venâncio Mondlane considerado o cérebro da crise que se instalou depois da votação do dia 9 de Outubro de 2024. Ossufo Momade tomou a palavra na ocasião e apelou ao chefe de estado a ordenar PGR para parar de perseguir Venâncio Mondlane, como forma de permitir que o diálogo genuíno flua. Os outros dois candidatos presentes nomeadamente Lutero Simango e Daniel Chapo, corroboraram com Ossufo sobretudo no aspecto da criação de espaço de diálogo com vista a uma saída pacífica na crise política que Moçambique vive a cerca de dois meses.
Nyusi agradeceu a presença de todos e concordou com as razoes apresentadas para o adiamento do encontro sine die e prometeu manter o diálogo com as partes incluindo por vias não presenciais. “Vamos incluir outras formas de maneira que o diálogo flua,” Nyusi parece optimista e interessado em arrastar a manutenção do status quo; não dá quaisquer garantias para a criação de condições de Venâncio Mondlane participar com segurança.
Muitos analistas vaticinaram o fracasso da ideia de Nyusi reunir os 4 para uma saída numa altura em que as instituições de justiça emitem mandatos de captura contra o candidato Venâncio Mondlane que se encontra aparentemente fora do país por insegurança e acusações sobre autoria moral das manifestações que continuam a fazer vítimas mortais e a causar danos incalculáveis entre bens privados e públicos.
Nesta fase não há indicações claras sobre os caminhos e diligências que podem estar a ser seguidas tendo em vista a solução do problema. A liderança de Filipe Nyusi pode estar despreocupada com a situação de caos para perpetuar o seu mandato, enquanto a ala de Daniel Chapo espera pelos resultados do Conselho Constitucional para tomar o poder mesmo no meio de escaramuças de Venâncio Mondlane.
Tentativas por parte de alguns segmentos da sociedade em interferir e aproximar as partes também parece que estão a falhar, quando Venâncio Mondlane continua a puxar largamente a corda, agravando a situação de caos em que o país se encontra, sobretudo a capital Maputo, onde as instituições estão total ou parcialmente encerradas, desde o comércio, funcionamento público e privado, escolas, transportes, o que gera impactos negativos directos a economia do país.





