Quatro Pessoas Morrem em Resgate de Dois Empresários Raptados em Maputo

O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, apresentou esta quarta-feira, 13 de Novembro na Matola, quatro mortos como balanço da operação de resgate de dois empresários recentemente raptados na cidade de Maputo. A morte dos 4 cidadãos ocorreu na residência onde os malfeitores mantinham os empresários em cativeiro. Não foi revelado se entre os integrantes da quadrilha havia agentes da polícia.

A SERNIC diz que foi com balas a ‘queima roupa’ quando os quatros atingidos tentavam impedir o acesso as instalações onde os empresários encontravam-se sequestrados; os agentes da SERNIC terão respondido com violência bélica, o que contribuiu com o domínio da quadrilha e o resgate dos dois homens de nacionalidade estrangeira que estavam sob cativeiro passam quase um mês. Outras fontes referem que entre as mortes inclui-se o jovem que colaborou com a polícia na denúncia do cativeiro. Mas a corporação não se pronunciou. Um dos empresaarios tem nacionalidade portuguesa e foi raptado no passado dia 29 de Outubro e o video viralizou.

A morte dos quatros indivíduos acontece numa altura em que Moçambique tem estado a assistir sistemáticos actos de assassinato de cidadãos indefesos pela polícia; as nações Unidas dizem que pelo menos 20 pessoas já morreram desde que as manifestações iniciaram no dia 21 de Outubro deste 2024 em Moçambique. Algumas entidades empresariais também apontam problemas económicos devido aos impactos imediatos e negativos das manifestações.

Neste momento não se vislumbra qualquer solução sobre a crise que se instalou depois da votação da 7ª eleição presidencial e legislativa em Moçambique; com o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe precedido pelo anúncio dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições os ânimos populares exacerbaram-se e o ‘povo saiu a rua’ liderado e encorajado por Venâncio Mondlane, o candidato anunciado derrotado pela CNE. Neste momento as partes continuam desavindas e o país literalmente paralisados por conta das manifestações que decorrem numa violência mortal quando agentes da lei e ordem atiram para matar nos confrontos com populares desarmados.

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