Maputo Lidera Com Mais Casos de Confrontos Entre Populares e a Policia

Maputo parece liderar o topo em termos de ocorrência de focos de tumultos e confrontos entre a PRM, Polícia da República de Moçambique e populares que respondem as convocações de Venâncio Mondlane para se manifestar em protesto aos resultados eleitorais cuja votação teve lugar no passado dia 09 de Outubro findo em Moçambique.

Os impactos sobre as marchas de protestos que geralmente terminam com a intervenção violenta dos agentes da lei e ordem, parecem reflectir essencialmente em Maputo, sobretudo se avaliado pelos impactos e nível de funcionamento das instituições.

Esta terça-feira, 04 de Novembro de 2024, a PRM é acusada de disparar mortalmente para uma criança de 9 anos que voltava da escola no bairro Hulene em Maputo, enquanto no bairro de Chamaunculo, dos mais populosos e marginalizados da cidade, duas pessoas foram socorridas para o hospital depois de baleadas pela polícia.

Nos dois bairros a situação gerou reacções violentas entre as partes tendo a polícia usado de balas reais para dispersar a população, o que resultou no ferimento de meã e filha no bairro de Chamanculo, próximo do mercado Xipamanine.

Em Hulene, por exemplo as autoridades usaram carros blindados para galgar os subúrbios e atalhos das redondezas da capital Maputo.

Ainda esta terça-feira, 4 de Novembro, no coração Maputo, a Polícia usou a violência para impedir uma marcha aparentemente pacífica convocada pelo partido Podemos e seus parceiros da oposição.

Em Maputo os principais sectores do funcionamento da economia estão praticamente paralisados nos últimos sete dias enquanto todos os dias nos subúrbios reporta-se a ocorrência de casos de focos de manifestações violentas com danos humanos severos.

Sectores como o comércio, transportes, a banca, o sector informal principalmente no centro de Maputo está bloqueou, as ruas e praças estão completamente desertos e alguns vendedores e comerciantes que abriram timidamente reclamam prejuízos na actividade e não escondem a sua preocupação em relação aos dias futuros.

A policia ao mais alto nível quando se apresenta publicamente nos órgãos de comunicação social diz que ‘e pacífica e age em prol de um Moçambique e dos moçambicanos, mas no terreno as comunidades relatam actos de vandalismo incluindo pilhagens praticadas pelos agentes da lei e ordem estaduais.

Relatórios da corporação policial referem-se também a tendência do avolumar de casos de um certo ajuste de contas levado a cabo pelos populares contra os agentes da polícia identificados em práticas consideradas de ataque as massas. Um pouco por todo o país a polícia tem estado a reportar situações em que agentes seus são perseguidos e violentados pela população acusados de se aliar aos comandantes para atacar e agir contra a população indefesa.

As manifestações tiveram o seu inicio, ao nível nacional, no dia 21 de Outubro, mas os ânimos exacerbaram-se depois do assassinato, a sangue frio, do advogado Elvino Dias e Paulo Guambe representante do partido Podemos.

Conforme a convocatória de Venâncio Mondlane através dos vulgos laives ‘lives’ nas redes sociais, actualmente se observa a 3ª etapa das manifestações, cada uma mais violenta que a outra, e deverá terminar na próxima quinta-feira com uma concentração nacional em Maputo.

Venâncio Mondlane está fora do país passa sete dias, mas as suas aparições e comunicações através das redes sociais são respeitadas e levadas a serio na sua implementação. Pelos números publicados oficialmente pela Comissão Nacional de Eleições, CNE, no passado dia 24 de Outubro, Venâncio Mondlene perdeu as sétimas eleições presidenciais com Daniel Chapo da Frelimo que conseguiu 70% dos votos.

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