Aventa-se a hipótese de Venâncio estar a negociar ou estar a receber pressão e dinheiro para desistir da reclamação sobre os resultados eleitorais. O país parece respirar de alívio depois de Venâncio Mondlene anunciar a sua decisão de adiar para amanhã a decisão sobre os detalhes da terceira etapa da greve geral inicialmente previsto para esta segunda-feira, 28 de Outubro.
As redes sociais, o facebook em particular, tem sido a plataforma que o candidato presidencial Venâncio Mondlane explora para comunicar-se com as massas, sobretudo os seus apoiantes e os milhares de seguidores. A hora prevista para o anúncio das medidas que vão nortear a terceira etapa, Venâncio escreveu na sua página do fecebook que por razoes técnicas a comunicação fica adiada para amanhã, terça-feira.
A seguir a publicação registaram-se reacções por parte da sociedade saudando a decisão, a outra com alguma estranheza. Mas os indecisos parece manter calmos e aguardando os próximos desenvolvimentos. Algumas entidades consideram que o adiamento do pronunciamento para amanhã pode estar relacionado com um provável inicio de conversações entre as partes em contenda politico eleitoral.
Venâncio nas suas comunicações tem granjeado simpatias, incluindo de alguns simpatizantes do partido no poder que não concordam com a forma como a fraude eleitoral foi exageradamente desencadeada e também as modalidades aplicadas pela Frelimo na sua governação
No sábado, 26 de Outubro, durante a sua última aparição pública, o candidato até aqui declarado vencido por Daniel Chapo da Frelimo, fez um apelo para que os manifestantes não enveredem pela pilhagem e vandalização de bens públicos e privados e pediu ao partido Frelimo e outras instituições para não infiltrar os chamados vândalos nas caravanas.
Venâncio diz que os que fazem pilhagem durante os tumultos são pessoas infiltradas por entidades externas a iniciativa para manchar a actividade por si desenvolvida.
De acordo com Venâncio Mondlane a terceira etapa está projectada para ser mais dura e pesada, com uma participação prevista de 4 milhões de moçambicanos; “vai ser a última investida para acabar com a tirania em Moçambique”, disse na sua live
Insistiu no facto de que “são infiltrados nas marchas que fazem estragos incluindo elementos da polícia que estão a saquear bens públicos e privados” imagens de vídeos amadores têm circulado nas redes sociais mostrando elementos da Polícia da República de Moçambique, PRM em plenos actos de vandalismo e saque a diversos estabelecimentos comerciais.
Ainda na sua aparição, Venâncio disse igualmente que está aberto ao diálogo com a Frelimo e felicita o presidente da Renamo, Ossufo Momade pelo pronunciamento que fez de repúdio aos resultados eleitorais anunciados na quinta-feira em Maputo pelo actual presidente da CNE, Carlos Matsinhe. “Felicito também o presidente do MDM pelo seu envolvimento na luta; nós como oposição temos que nos juntar e formamos uma posição única” revelou.
Não há números oficiais, mas desde a primeira etapa dos tumultos, que se exacerbou com o bárbaro assassinato do advogado Elvino Dias e o representante do Podemos, Paulo Guambe, na noite do dia 18 deste Outubro nas ruas de Maputo, pelo menos sete pessoas morreram e centenas de outras continuam a receber tratamento nos hospitais do país enquanto outras centenas continuam sob custódia policial acusadas de manifestar ilegalmente. (camaramen)





