Greve Geral de Repúdio aos Resultados Eleitorais Paralisa Maputo

No início da tarde desta segunda-feira, 21 de Outubro, ainda há registo de casos de confrontos entre populares e a Polícia da República de Moçambique um pouco por todo o país, com maior incidência para as principais cidades: Maputo, Beira e Nampula.

Na capital Maputo, no bairro da Maxaquene, próximo do local onde Elvino Dias e Paulo Guambe foram crivados de balas, a PRM continua a disparar balas de gás lacrimogéneo para dispersar jovens que de forma esporádica continuam a queimar pneus pelas artérias do bairro. Da Beira chegam relatos sobre situações similares as acontecem em Maputo, onde o acesso e circulação em alguns bairros é de risco e desaconselhado.

A cidade das acácias acordou abarrotada de contingentes da polícia da republica fortemente armada com carros blindados; equipas de choque da polícia canina e outras especialidades estão a circular pelas vias de Maputo.

Os transportes de passageiros praticamente não estão a funcionar; o sector da educação, as escolas não abriram, o comercio nos principais mercados formais e informais também foi severamente afectado incluindo a zona da baixa de Maputo que está quase que totalmente as moscas e as lojas fechadas.

Ainda não há qualquer pronunciamento das entidades oficias, mas populares que tentavam marchar de forma pacífica para o local do crime foram violentamente impedidos pela polícia que usou balas de gás para forçar o afastamento popular. Ainda não relatos sobre a perda de vidas humanas, mas há feridos e detidos pela PRM.

Nas primeiras horas desta manha Venâncio Mondlane e parte da sua equipa e apoiantes esteve no local e fez uma comunicação através da imprensa; mas o pronunciamento foi interrompido pela polícia que disparou inclusive para os jornalistas que cobriam o momento da intervenção do candidato independente suportado pelo partido Podemos.

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