Sasol Reage as Declarações do Governo de Vilankulo sobre o Financiamento Local da CTT

Na semana passada, o governo do distrito de Vilankulo, na província de Inhambane, manifestou o seu desconforto em relação aos fundos previstos pela Central Térmica de Temane, CTT, para o financiamento local.

O Administrador de Vilankulos, Edmundo Galiza Matos, disse na altura que “Sabemos da disponibilidade de mais de 33 milhões de dólares a serem investidos na contratação de serviços, e desse valor, os empresários de Vilankulo e Inhassoro poderão ficar com apenas $ 1.731.000; pensamos que o valor é menor e pedimos a revisão” disse Matos e acrescentou: “temos empresários locais capacitados para fornecer serviços de transporte, logística, catering e muito mais. A conferência Crescendo Azul provou-nos isso” disse

– Estamos diante de Governo criticando Governo

Este fim-de-semana, contactamos o Director de Relações Corporativas da Sasol em Moçambique, Mateus Mosse. Ele reagiu nos seguintes termos: “na CTT a Sasol não tem poder de decisão. A CTT é 85% detida pela Mozambique Power Invest (MPI), que é um consórcio entre Globeleq e a Electricidade de Moçambique, EDM e apenas 15% pela Sasol. Portanto, o Estado Moçambicano está bem representado neste projecto através da EDM, uma empresa pública. Isso significa que alguns dos pronunciamentos que estão sendo feitos por governantes deviam ser canalizados à EDM, por vias próprias de gestão da coisa pública” disse-nos Mateus Mosse.

Mosse considera que a Sasol é neste momento a empresa mais esforçada do país em termos de responsabilidade socioeconómica para com Moçambique. “E continuamos os nossos esforços para mantermo-nos no topo, como uma empresa exemplar. A própria Central Térmica de Temane existe como estratégia de monetização do gás da Sasol no país” acrescentou.

Nos seus pronunciamentos, o Administrador de Vilankulo disse que não concorda que Vilankulo e Inhassoro fiquem com compras apenas na ordem dos 1.7 milhões de dólares, a Província com perto de 4.5 e o país inteiro com U$ 16 milhões. Inicialmente o projecto previa U$ 55 milhões, mas foi feita uma revisão em baixa para U$ 33 milhões. É pouco para todo o investimento (U$ 620 milhões) ”, diz Galiza.

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