Morreu o advogado Simeão Cuambe. Na sua mensagem de condolências, a Ordem dos Advogados escreve que depois de cessar funções no Ministério do Interior, de que foi quadro sénior, o Simeão Constantino Cuamba, ou, simplesmente Simeão Cuamba, tornou-se advogado liberal, operando a partir do seu próprio escritório, nomeadamente em vários domínios das ciências jurídicas, para além de ter sido político. É fundador da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM).
Destacou-se, igualmente, por participar vigorosamente das actividades da OAM, com destaque para congressos e conferências, tendo, não somente por isso, sido agraciado com a Medalha de Mérito de Ouro pela OAM. Ainda que já estivesse tecnicamente fora da política, não deixou de intervir no espaço público, concedendo, de tempos em tempos, entrevistas aos medias nacionais e estrangeiros. Lançou, em 2022, a obra “Um Olhão à Constituição”, na esteira do que concedeu uma entrevista ao semanário ZAMBEZE na qual disse ser defensor do semipresidencialismo, que, para ele, seria o melhor modelo para Moçambique, uma vez que, nele, o Presidente da República “seria verdadeiramente um Chefe de Estado apartidário, moderador, pai da nação e símbolo da unidade nacional”. Descanse em paz, Ilustre Colega, Simeão Cuamba, na convicção de que nunca somos capazes de aquilatar a extensão do bem que fazemos na vida das pessoas e das instituições. Uma das últimas aparições públicas do advogado foi Simeão Cuambe nas celebrações recentes promovidas pela ordem em Maputo





