Desde a tomada de posse do actual Reitor 11 de Maio 2022 a Universidade Eduardo Mondlena tem estado a registar uma redução drástica em muitos dos seus indicadores de desempenho estratégico incluindo a situação financeira e o segmento de atribuição de bolas de estudo.
De acordo com o Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, a instituição concedeu, em 2023, um total de 363 bolsas contra 634, em 2022, uma redução drástica na ordem de cerca de 50% (43%).
Falando numa reunião recente de Directores, Manuel Guilherme Júnior referiu que do total das bolsas atribuídas, 39% foram bolsas completas, 49% bolsas reduzidas e 12% bolsas por isenção de propinas.
Para o reitor, “estes dados ilustram a dimensão dramática da situação financeira que enfrentamos, aliás, que se espera pior ao longo do presente ano de 2024, segundo as nossas projecções”.
A UEM explica que a razão principal desta redução dos níveis de atribuição de bolsas está associada ao facto de a maior fonte financeira para a atribuição de bolsas ser o Orçamento do Estado (OE) que, como é domínio público, enfrenta desafios orçamentais de grande exigência, sendo que, as outras fontes, continuam a ter como proveniência iniciativas vindas dos parceiros de cooperação.
Com efeito, o esforço orçamental proveniente do Estado decresceu de 48 milhões, 444 mil e 690 e 90 Meticais para 45 milhões, 456 mil e 690 Meticais.
A UEM alerta que este cenário sobre a situação financeira deverá prevalecer nos anos subsequentes, incluindo o presente ano de 2024 por isso através da nossa iniciativa “Padrinho”, a universidade tem estado a reforçar as parcerias para atribuição de bolsas. A título de exemplo, a COTUR ofereceu 25 bolsas e o alumni da UEM, Salim Omar, disponibilizou 10 bolsas de estudo. Não foi relado o destino das referidas bolsas.
O Orçamento Global (OG) da UEM para 2023 foi na ordem de 8.305,39 (Oito biliões, trezentos e cinco milhões e 39 mil meticais), provenientes de quatro (4) fontes de financiamento, nomeadamente: Orçamento do Estado (OE), Receitas Próprias (RP), Doações e Créditos. A execução orçamental da UEM foi de 91% em relação ao orçamento disponibilizado, representando um ligeiro decréscimo em relação ao exercício económico de 2022, onde o nível de execução se situou em 94%. A execução baixou de um ano para o outro devido ao fraco e irregular novel de desembolsos por parte dos fundos do orçamento do Estado.
Esta tendência de queda dos indicadores de desempenho da Universidade Eduardo Mondlane é apontada como inseridas no fracasso geral do desempenho do Presidente Filipe Nyusi no sector de educação, e na sua governação no geral. a decisão de Filipe Nyusi de indicar Manuel Guilherme Júnior para Reitor da UEM também foi severamente criticada por sectores críticos da opinião pública que considera que não foi por mérito que o jurista chegou a posição de topo na UEM.





