Esta terça-feira, 30 de Julho o actual Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, empossou Maria Isabel Rupia como Juíza Conselheira do Tribunal Supremo de Moçambique.
Trata-se de uma nomeação comentada como sendo de mérito e competência demonstrada na sua carreira no sector da administração da justiça no país
A notícia foi tornada publicamente semana passada dando conta que, sob proposta do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Maria Isabel Rupia fora apontada para o cargo de Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo de Moçambique.
Isabel Rupia é uma Magistrada respeita por competência e integridade durante os vários anos em que esteve ligada a máquina da administração da justiça em Moçambique.
Foi nos anos 2000 quando Rupia como a Chefe da antiga Unidade Anticorrupção investigou casos da chamada grande corrupção envolvendo graúdos de onde foi afastada por incisão na investigação da alta corrupção envolvendo altas entidades governamentais na altura intocáveis como o ex-ministro da Educação, Alcido Ngoenha, num momento de forte interferência e influência partidária na administração pública no geral. O Gabinete de Unidade Anticorrupção que a Juiza Maria Isabel Rupia chefiou é uma metamorfose do actual Gabinete Central de Combate á Corrupção.
A respeitada magistrada foi nomeada em Dezembro do ano de 2000, durante a governação de Joaquim Alberto Chissano para Procuradora Geral Adjunta depois de desempenhar também a responsabilidade de Juíza de Direito de 1ª na Sexta Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
Maria Isabel Rupia chegou a instruir um processo-crime (12/2007-C) em que foi constituído arguido o juiz Augusto Raul Paulino, que foi mais tarde nomeado Procurador-geral da República, a 30 de Agosto de 2007, depois de se celebrizar pela condução do julgamento sobre o assassinato do jornalista Carlos Cardoso.
A sua postura profissional íntegra e intolerante sobretudo a grande corrupção com grandes sustentáculos na captura do estado, Maria Isabel Rupia chegou a ser subjugada e afastada para as posições longínquas de decisão, sobretudo durante a fase em que em Moçambique notabilizou-se a grande corrupção com maior destaque na governação de Armando Guebuza com o caso das dívidas ocultas.
“Acabo de empossar a juíza Maria Isabel Bento Rupia ao cargo de Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo, que assim atinge o topo da pirâmide de carreira da Magistratura Judicial.
O acto decorre do seu mérito por ter passado com distinção no concurso, o que revela a sua competência técnico-profissional.
Os meus votos de sucesso nesta nova etapa profissional, e que continue a dar a sua contribuição na materialização da nossa visão para uma justiça acessível, célere e de qualidade” escreve o Presidente Filipe Nyusi na sua página do facebok
Esta é também uma das nomeações por mérito que Filipe Nyusi realiza no seu mandato, contabilizando-se os casos de Mateus Magala apesar de se dar mal nos Transportes e Comunicações. Os mais novos consideram que Isabel Rupia volta para dar a sua contribuição importante no resgate sobretudo da moral e ética em uma classe já desavinda dos juízes. A reputação da classe caiu na lama quando, nas eleições autárquicas de 2023, os políticos rasgaram sentenças em hasta pública. Actualmente ‘os juízes estão em greve’ pela melhoria das condições de trabalho. O chefe de estado também parece estar convencido de que Rupia é a melhor indicada para ajudar a dar resposta a degradação da classe.





