CAD Pacificamente na Rua Para Denunciar ‘Manobras de Exclusão’ Impostas Pela CNE

Foi de forma tímida que centenas de membros e simpatizantes da Coligação Aliança Democrática, CAD saíram a rua no último sábado para protestar contra alegada exclusão – pela Comissão Nacional de Eleições, – da sua candidatura as eleições legislativas de Outubro próximo.

Apesar de inicialmente temer-se escaramuças com as autoridades policiais, a iniciativa da CAD revelou-se um movimento político reivindicativo pacífico embora na cidade de Tete tenham sido reportados actos de excesso de zelo por parte da polícia da república e da sua congénere municipal que por momentos interferiram tentando impedir o curso normal da marcha.

Na capital Maputo e a vizinha Matola os manifestantes saíram a rua exibindo dísticos com dizeres relativas as razões da sua decisão de manifestar apelando ao Conselho Constitucional a ser ponderado na análise do recurso interposto para garantir que as sétimas eleições gerais e multipartidárias se realizem em ambiente são e de verdadeira inclusão.

A CAD tem estado a reivindicar exclusão desencadeada pela CNE, um organismo do estado de gestão eleitoral na sua composição dominado pelos partidos parlamentares nomeadamente a Frelimo, o MDM e a Renamo. A Renamo liderada por Ossufo Momade é acusada de influência da Frelimo nas suas decisões e na CNE como aliados no boicote da candidatura da CAD.

As marchas da CAD que aconteceram um pouco por todo o país acontece numa altura em que Venâncio Mondlane, o candidato presidencial da coligação termina o seu périplo pela Europa onde, nas duas últimas semanas ‘vende o seu peixe, incluindo reuniões com o polémico partido português Chega.

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