O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, condenou nesta quinta-feira, a 30 anos de prisão cada aos raptores do empresário do ramo de bebidas, Manuel Manosh. O rapto do empresário aconteceu em Julho do ano passado, tendo o mesmo sido resgatado do cativeiro algures no Bairro de Malhampsene dias depois, por operativos do SERNIC. Foi no referido cativeiro que os agentes da SERNIC detiveram Jerónimo Bila, Nelson Tamele e Joana Macuácua agora condenados a 30 anos de prisão cada pelo colectivo de juízes da 7ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. Os condenados fazem parte de uma quadrilha que se acredita que esteja envolvida em outros raptos de empresários na cidade de Maputo. A referida quadrilha é chefiada por António Macamo, também conhecido por “ DólarMan” que se encontra à monte algures na África do Sul.
Refira-se que os três condenados foram recrutados na África do Sul por “Dólarman”. Antes de ser recrutado por “ Dólar Man” para a empreitada de raptos, Jerónimo Bila, era barbeiro na zona de Alexandra na África do Sul. Joana Macuácua, era agente de moeda electrónica e cabeleireira na mesma zona de Alexandra, na África do Sul, antes de se envolver no crime de raptos. Enquanto Nelson Tamele que também desenvolvia negócios na África do Sul é amigo de infância de António Macamo, o “ DólarMan”.
O rapto de empresários tem sido uma constante em Moçambique nos últimos anos com efeitos nefastos para a economia nacional. Em virtude dos raptos, vários empresários deixaram o país o que originou o encerramento de várias empresas e o consequente desemprego para milhares de pessoas.
Em Março deste ano o Ministro do Interior Pascoal Ronda, defendeu a criação de uma Lei Especial para os casos de raptos e que desde 2013 em Moçambique 185 empresários tinham sido raptados e 288 suspeitos por envolvimento de raptos estavam detidos. Dados oficiais refere que o negócio dos raptos já rendeu mais de dois mil milhões de meticais e desde 2021 até Junho de 2024 pelo menos 35 pessoas foram raptadas (CF)





