Tirando os ataques terroristas que se registam na província de Cabo Delgado, o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, diz que durante os 49 anos da independência nacional, Moçambique desenvolveu em muitos sentidos, o que deve orgulhar os moçambicanos.
Falando na Praça da Independência por ocasião da celebração da festa dos 49 anos da proclamação da independência em 1975, Filipe Jacinto Nyusi disse que os moçambicanos tem que se orgulhar pelos ganhos conseguidos nos sectores como a agricultura, educação, nas artes e cultura, justiça energia e diplomacia que, para o presidente notabilizaram-se durante estes anos com a entrega total do povo determinado a vencer.
Para o actual chefe de estado, o grande desafio actual dos moçambicanos é vencer o terrorismo que grassa alguns distritos da província de Cabo Delgado desde 2017, dois anos depois da sua tomada de posse em 2015 no seu primeiro mandato. “Se estivermos unidos vamos vencer” garante Nyusi.
O estadista voltou a lembrar os sucessos alcançados pelas forças governamentais a 30 de Abril passado no teatro operacional norte. “Registamos grandes baixas do inimigo, recuou ainda mais para o interior, entraram para a zona de Bau, mas nessas zonas as nossas forças na companhia das forças de Ruanda estão a repelir o inimigo; os terroristas sofreram as maiores baixas dos últimos tempos” garantiu Nyusi.
Foi durante os dez anos de governação de Filipe Nyusi que os terroristas ganharam terreno em Moçambique com milhares de mortes e deslocados, incluindo vilas ocupadas obrigando a paralisação das operações de exploração de recursos naturais na região. Com a decadência do governo nyusista alguns sectores da opinião pública acreditam que a situação pode mudar para o melhor, porque acredita-se que as coisas estão como estão porque o actual Chefe de Estado não consegue fazer melhor. Nyusi é acusado também de estar a fazer dinheiro, negócio, com a guerra de Cabo Delgado sobretudo porque não são públicos os contornos da relação com Ruanda. Mas das poucas vezes que o presidente responde transmite a ideia de que a relação com o Ruanda está feito num contexto de relação diplomática entre os estados.





