Em Moçambique Polícia Acuda de Sequestrar Repórter e Confiscar Câmara da Tv
A Polícia em Moçambique está a ser acusada de sequestrar uma jovem principiante de jornalismo ligada a uma organização da sociedade civil de defesa dos direitos humanos.
A jovem terá sido recolhida pela policia, esta terça-feira de fronte do edifício do Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, em Maputo, quando tentava fazer imagens de uma concentração de protesto de antigos agentes da polícia secreta, que acusam a organização das Nações Unidas de recusar o pagamento dos seus honorários, porquanto alguns dos protestantes dizem ter trabalhado mais de vinte anos, mas actualmente estão abandonados a sua sorte sob humilhação do PNUD. A organização ainda não reagiu.
A jovem já foi liberta pouco mais de 10 horas depois e reporta situação de sevícias vividas na esquadra onde foi mais tarde encaminha. Os responsáveis e representantes da organização onde a jornalista trabalha dizem que a polícia também confiscou os telefones onde a jornalista tinha os materiais e informações relacionados ao trabalho.
Desconhecidos Arrancam Câmara da Stv em Plena Entrevista ao Porta-voz da PRM em Maputo
Ainda de fronte do PNUD em Maputo, indivíduos aparentemente ligados a polícia, arrancaram a câmara de imagens da televisão independente Stv e puseram-se em fuga. O porta-voz da polícia da República de Moçambique, que estava em entrevista quando a câmara foi arrancada, não confirma a identidade dos intrusos, mas diz que a corporação está a investigar o caso.
Os dois jornalistas envolvidos na ocorrência suspeitam que os indivíduos que arrancaram a câmara sejam agentes da polícia dada a naturalidade com que o acto foi desencadeado e num local onde estavam rodeados por agentes de várias especialidades da polícia.
O facto teve lugar na noite de ontem, 4 de Maio em Maputo quando a equipa de reportagem da stv tentava cobrir um manifestação pacífica de antigos polícias da secreta moçambicana que trabalharam com o PNUD. Desde eclodiu a crise a organização tem se mantido em silêncio.
Organizações do sector da defesa dos direitos da midia em Moçambique já reagiram condenando severamente os actos. Nos últimos dias cresce o número de incidentes envolvendo a violência contra jornalistas em exercício das suas liberdades constitucionais. Os partidos Frelimo e Renamo nos seus mais recentes congressos são exemplos negativos apontados sobre grosseira violação dos direitos da media. O caso da Frelimo deu-se no dia 3 de Maio dia em que se celebra a liberdade mundial de imprensa.





