O Hospital Central de Maputo – HCM esteve reunido na quinta-feira (30/05), na sua primeira sessão ordinária do Conselho Geral, que serviu para fazer o balanço dos últimos quatro meses e auscultar as preocupações de seus funcionários e colaboradores.
Num encontro bastante concorrido por profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, foram passadas em revista as actividades desenvolvidas durante este período e os problemas que afectam a instituição e a classe, em particular.
A exiguidade de fundos disponibilizados por meio do orçamento do Estado alocado para o presente ano, voltou a dominar as discussões, cujo impacto incidiu grandemente nos planos da instituição.
A rubrica de bens e serviços, foi a mais afectada mas apesar do gritante défice registado, o HCM tem feito um enorme esforço para garantir a dieta dos pacientes e manutenção das instalações.
No entanto, a degradação das infraestruturas continua a constituir um enorme desafio reflectindo-se mais em sanitários dos pacientes e funcionários, que clamam por algumas benfeitorias.
A falta de pessoal em quase todas as categorias profissionais, tem sido também um grande dilema, com a classe dos auxiliares a se destacar como a que mais se ressente, agravado pelas aposentações em massa e não reposição através de novos ingressos.
Apesar disso, o hospital tem se esforçado em garantir o cumprimento das escalas de trabalho, disponibilidade de material médico-cirúrgico e medicamentos essenciais para satisfazer a demanda dos pacientes, apesar de reconhecer não serem ainda suficientes.
Foram também ao longo deste período, renovados os colchões de algumas camas que se encontravam degradados e fornecido uniforme de trabalho para algumas categorias de profissionais com destaque para os Médicos, Enfermeiros e Auxiliares, sendo que o processo ainda está em curso.
Relativamente ao pagamento de horas extras e turnos, foi esclarecido que decorre actualmente o processo de análise e validação da informação, por parte de uma equipa destacada pelo Ministério da Economia e Finanças, findo o qual, decorrerá a remuneração de forma faseada.
A greve convocada pela Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique – APSUM esteve também na mesa de debate, tendo o Director Geral, Mouzinho Saide tecido elogios e agradecimentos aos profissionais de saúde afectos a este hospital, por não terem aderido.
Durante os primeiros quatro meses do ano, foram instaurados 37 processos disciplinares a igual número de funcionários, contra 13 do ano passado por cometimento de diversas infracções, dos quais destacam-se as cobranças ilícitas, furtos de bens e falta de assiduidade.
Desses processos, resultaram na demissão de cinco funcionários estando sete, sob investigação do Gabinete Central de Combate à Corrupção e um detido pelas autoridades de justiça.
Persistem ainda problemas de falta de comunicação entre alguns sectores e colegas, facto que tem interferido no decurso normal das actividades, algumas com repercussões preocupantes.
Esta foi a primeira reunião geral dos trabalhadores do presente ano estando a segunda, prevista para os finais do segundo semestre.





