Um relatório de contas produzido pela firma de auditores independentes BDO denuncia uma série de irregularidades nas contas da Federação Moçambicana de Futebol em 2020.
Publicado em Dezembro de 2021 passado, no relatório os auditores da BDO dizem que constataram que a Federação Moçambicana de Futebol não pagou o Imposto sobre rendimentos de pessoas singulares, IRPS de trabalho dependente, profissionais e prediais no montante global de 13058128,00 meticais incluindo 6844665,00 meticais referentes a exercícios anteriores.
De acordo ainda com os auditores da BDO, o saldo reportado na carta enviada pela FMF ao Instituto Nacional de Segurança Social, INSS na qual a FMF solicita a redução de juros de mor é superior em 1344316,00 meticais em relação ao registado nas demonstrações financeiras.
“Na falta de reconciliação dos montantes e evidência de reporte dos descontos e do pagamento não nos é possível validar a rubrica de impostos e contribuições para a segurança social” dizem os auditores no seu parecer publicado no documento
No entanto, no seu parecer, o conselho fiscal da FMF presidido por Maqueto Langa, diz que o balanço da FMF a 31 de Dezembro de 2020 evidencia um total de activos de 631.346.789,00 meticais e um total de capitais próprios de 580.220.036,00 meticais incluindo um resultado liquido de 110.876.033, 00 meticais.
Porém, o Conselho fiscal chama também atenção para a necessidade da regularização com carácter urgente das obrigações fiscais em sede do IRPS, de trabalho dependente, rendimentos profissionais e prediais no valor de 13.058.128,00mts e a contribuição para o INSS no montante de 1.344.316,00mts.
Na sua mensagem de presidente da federação, Faisal Sidat não se refere aos desmandos financeiros detectados pelos auditores apenas considera que apesar dos constrangimentos da covid-19, no que toca as selecções nacionais, todas as condições técnicas e logísticas para a participação da selecção nacional, os mambas, na fase de qualificação para o mundial 2022 foram e continuam sendo criadas para que “possamos competir ao mais alto nível e formar uma selecção sólida para atingir marcos cada vez mais altos, diz Sidat actualmente envolvido em litígio com um antigo seleccionador.





