Documentário Sobre Biografia do Músico Moçambicano Wazimbo aos Setenta e Cinco Anos

Wazimbo fez 75 anos em Novembro de 2023 findo. Em Janeiro do ano da celebração o músico deu-nos uma entrevista em que fala das suas ideias para celebrar a data. Humberto Benfica falou do lançamento de um álbum e da sua primeira aparição em cinema.

Humberto Carlos Benfica, mais conhecido por Wazimbo, é um ícone da música moçambicana, profissional de carreira há mais de 50 anos, uma das maiores vozes já conhecidas, e com um percurso associado à Banda RM e depois à Orquestra Marrabenta Star, para além de várias parcerias com músicos locais e internacionais, sendo detentor de dois registos discográficos a solo, mais uma coletânea de canções, as quais marcam a sua trajetória com a Orquestra Marrabenta, segundo consta de sua biografia.

Hoje a caminho do Mafalala Root’s, uma obra que busca retratar a sua vivência na Mafalala, bairro histórico da capital Maputo, outrora Lourenço Marques, conhecido pelos seus hábitos e costumes, uma vez que terá residido ali durante boa parte da sua infância e juventude, habitando no meio de uma cultura tipicamente indígena, mas recheada de muita riqueza e diversidade, num contexto de gerações passadas, onde sobram recordações das quais só a memória sabe resgatar os bons momentos. Mafalala Root’s é um trabalho que coincide com o seu aniversário, posto que em novembro de 2023 completou 75 anos de idade, e sendo este um registo de envergadura, apresentará temas que sirvam de inspiração para todas as épocas, pois é a essência da sua vivência na Mafalala, somado à sua passagem pela Orquestra Marrabenta Star até as parcerias do final da década 90, e começo dos anos 2000 até esta data, junto com Digital MC, Mad Level, DJ A.D., Sizaquiel, Iolanda Kakana e muitos outros cantores da nova geração. Faz-se necessário referir que durante a existência da Orquestra Marrabenta Star, através do selo alemão Piranha, Wazimbo gravou a balada, «Nwahulwana» (Pássaro Nocturno), tema que lhe conferiu maior visibilidade no país e pelo mundo afora, sendo que pela primeira vez o mesmo passou num comercial da Microsoft, e em 2001 a canção foi usada como trilha sonora para o filme THE PLEDGE, dirigido por Sean Penn e protagonizado por Jack Nicholson.

De referir que na canção Nwahulwana, inicialmente gravada com a Orquestra Marrabenta Star, a letra expressa certa tristeza sobre o estilo de vida ambulante de uma moça fascinante e maravilhosa, a qual Wazimbo se refere como a «sua irmã-Maria», mas que infelizmente devido as circunstâncias da vida, desperdiça noites se relacionando com homens de bar em bar. Em seus créditos com a Orquestra Marrabenta, constam o LP Independance e o LP Piquenique, os quais caracterizam-se por vários ritmos e dança, mas sob a bandeira da Marrabenta, visto que por ser predominante, era o estilo que marcava a identidade da orquestra para aquela época, tendo a sua primeira formação prevalecido de 86 até 89, e posteriormente seguido com outros integrantes, incluindo Wazimbo e José Guimarães, até a dissolução definitiva em 1990.

 

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